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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
Industrialização

Goiânia é o principal polo econômico de Goiás, mas busca diversificar além do comércio

Com segundo maior PIB do Centro-Oeste, Goiânia possui potencial para explorar indústrias que dialogam com planejamento urbano

João Césarpor João César em 30 de janeiro de 2026
Goiânia
Indústrias de maior valor agregado geram empregos com salário médio mais alto - Foto: Paulo José/Prefeitura de Goiânia

No ano de 2025, Goiânia registrou quase 60 mil aberturas de novas empresas, esses números colocam a cidade como líder do ranking de novos empreendimentos no estado de Goiás, sendo o principal polo econômico goiano. Esses dados foram impulsionados principalmente pelos setores de serviços, comércio e atividades ligadas à tecnologia e inovação. 

 

Além desse aumento de aberturas de novas empresas, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reforçam a posição de destaque de Goiânia para a economia goiana. Segundo o instituto, a capital registrou um Produto Interno Bruto (PIB), de R$ 75,7 bilhões, sendo a segunda cidade mais rica do centro-oeste, ficando atrás apenas de Brasília. 

 

A economia goianiense, em muitos casos, acaba sendo direcionada para o setor de serviços e de comércios, principalmente por ser o centro do estado. 

 

Por conta disso, é discutida a possibilidade de uma maior diversificação da economia da capital goiana, pensando em formas de expandir a atividade industrial. Para o presidente em exercício da da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG), Flávio Rássi, existe espaço para a expansão da atividade. 

 

“Os estudos mostram que Goiânia é o município com maior grau de complexidade econômica em Goiás, o que significa que a cidade reúne infraestrutura, mercado consumidor, mão de obra qualificada e diversidade produtiva suficientes para ir além do comércio e dos serviços”, explica. 


Diante deste cenário, a economia diversificada cria condições para o surgimento e a expansão de atividades industriais, principalmente aquelas mais modernas e integradas ao ambiente urbano.

Em nota enviada ao O HOJE, a Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Indústria, Comércio, Agricultura e Serviços (Sedicas), informou que vem trabalhado para ampliar e diversificar a atividade industrial na capital, de forma compatível com o planejamento urbano.

A prefeitura explicou que durante 2025,  polos econômicos foram criados em na cidade, com incentivos fiscais municipais, como redução de IPTU e ITBI, além dos benefícios fiscais estaduais. Os principais são o Polo Aerotrópole, no entorno do aeroporto, o Polo Brasil Central, na região do antigo aterro sanitário, e o APL Moveleiro, no Jardim Guanabara.

 

A estratégia da administração municipal é priorizar indústrias não poluentes, como confecções, calçados, móveis e reciclagem, com foco na geração de empregos, diversificação da economia e ampliação da arrecadação. Na visão de Flávio Rássi, o maior potencial industrial está em empreendimentos que dialogam com cidades médias e grandes, como produtos de higiene, limpeza,  cosméticos, agroindústria de alimentos, metalurgia e fabricação de peças.

Estes setores não precisam de grandes áreas para serem instalados e também funcionam melhor com a proximidade do mercado consumidor, sendo considerados estratégicos, já que estimulam fornecedores, serviços e empregos em diversos outros ramos. 

Goiânia
Foto: Divulgação/Secom-GO

Problemas de dependência em Goiânia 

 

É inegável que o setor de comércio e serviços são fundamentais para a economia e pela maior parte dos empregos, em Goiânia. Existe um ponto positivo nessa situação: a geração rápida de postos de trabalho e a forte ligação com o consumo local. Porém, com uma economia concentrada apenas nesses setores, tende a depender muito do consumo da população, ficando muito expostas a riscos.

Por outro lado, como explica o presidente interino da FIEG, “setores industriais conseguem gerar mais conexões com outras atividades e ajudam a sustentar crescimento econômico mais robusto e equilibrado no longo prazo”. 

 

Rássi continua: “Embora o comércio e os serviços continuem sendo centrais, o perfil econômico de Goiânia não precisa ficar restrito a isso. O alto nível de complexidade econômica da capital indica capacidade para diversificar e atrair atividades industriais mais sofisticadas, especialmente aquelas que dialogam com tecnologia, logística e serviços especializados”.

 

Isso significa que Goiânia pode combinar sua vocação em serviços com indústrias de maior valor agregado, criando uma economia mais diversificada e resiliente ao longo dos próximos anos, além de gerar empregos mais qualificados, com salários médios mais altos, e movimentar uma cadeia maior de fornecedores, transportes e serviços especializados.

 

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