sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Nominata

Base de Caiado e Daniel trabalha para manter hegemonia na Câmara dos Deputados

Principais partidos do grupo palaciano articulam montagem das chapas que irão competir pelas 17 cadeiras da bancada goiana na Casa Baixa

Thiago Borgespor em
Base governista trabalha para manter hegemonia na Câmara dos Deputados
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

A construção das chapas dos nomes que irão disputar à Câmara dos Deputados tem movimentado os partidos que compõem a base governista. As legendas que integram a base do Palácio das Esmeraldas articulam para que suas nominatas sejam respaldadas nas urnas e auxiliem na manutenção do poderio político do grupo chefiado pelo governador Ronaldo Caiado (União Brasil) e pelo vice-governador Daniel Vilela (MDB). 

A federação União Progressista (União Brasil e PP), o MDB e agora o PSD, com a recém filiação do governador Caiado, são as siglas que dão sustentação para o projeto político do grupo de Caiado e Daniel. Nos bastidores, especula-se que as legendas possuem capacidade de conquistar pelo menos 10 das 17 cadeiras reservadas para Goiás na Casa Baixa. 

Em conversa com a reportagem do O HOJE, o ex-deputado federal e suplente de senador, Pedro Chaves (MDB), afirmou que a definição da nominata dos emedebistas deve acontecer no final de março, “no apagar das luzes da janela partidária”. 

Um dos principais articuladores do MDB e próximo de Daniel, Chaves garantiu que o partido já tem cinco pré-candidatos para a Câmara dos Deputados: Célio Silveira e Marussa Boldrin, que irão disputar a reeleição; os deputados estaduais Lucas do Vale e Lucas Calil; e o vereador Lucas Vergílio. O emedebista afirmou que a legenda trabalha para ter uma chapa “robusta”. “Nossa previsão é dobrar. Elegemos dois deputados federais na eleição passada e vamos trabalhar para eleger quatro ou cinco deputados federais”, disse Chaves.

O emedebista ainda ressaltou que Vilela tem sido “cauteloso” nas negociações com as legendas da base. “Daniel atua como se fosse o presidente dos partidos da base”, afirmou Chaves. O ex-deputado afirmou que o MDB trabalha em “harmonia” com os partidos aliados, que também irão disputar a Casa Baixa com nominatas competitivas. 

Na esteira do MDB, o União Progressista, apesar da saída de Caiado do União Brasil, não irá perder protagonismo na base governista. Atualmente com quatros deputados, a federação estipula que pode angariar quatro ou cinco cadeiras em Goiás.

Leia mais: Moraes rejeita suspeição e reforça permanência de Toffoli no caso Eike

Dois dos três deputados do União Brasil não devem disputar a reeleição pelo partido. Sylvie Alves deve deixar a legenda e Zacharias Calil quer um partido que respalde seu desejo de disputar uma vaga no Senado Federal. Entre os parlamentares, só José Nelto deve disputar a reeleição pela sigla. 

Porém, não faltam opções ao partido que, agora, deve ser comandado pela primeira-dama Gracinha Caiado. Entre os cotados estão o presidente do Detran, Delegado Waldir; a ex-secretária de Educação, Fátima Gavioli; e o ex-prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale.

PSD fincado na base

Já o PSD passou de figurante para protagonista na base. A legenda vinha com dificuldades de montar uma chapa competitiva no Estado e o único deputado federal da sigla, Ismael Alexandrino, era cotado para deixar o partido em razão da pouca competitividade do PSD em Goiás. Porém, com a chegada de Caiado, o partido terá uma nominata robusta e condizente com o porte nacional da sigla. 

Na última sexta-feira (30), o governador recebeu os novos correligionários no Palácio das Esmeraldas. A reunião foi o primeiro encontro de Caiado com os pessedistas goianos. A montagem da chapa do partido será responsabilidade do governador. Em contato com a reportagem do O HOJE, Ismael Alexandrino afirmou que acredita ser possível o partido eleger de 6 a 8 deputados federais. 

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