Goiânia amplia investimento em merenda escolar em 58% e prioriza escolas de tempo integral
Recursos destinados à alimentação escolar cresceram 58% nas unidades de tempo integral; rede municipal atende cerca de 115 mil estudantes.
O investimento em merenda escolar na rede municipal de Goiânia teve aumento neste ano, com destaque para as escolas de tempo integral, que passaram a receber 58% mais recursos para a compra de alimentos. Nas unidades de turno parcial, o reajuste foi de 20%. Ao todo, o orçamento da alimentação escolar soma R$ 55,7 milhões, atendendo aproximadamente 115 mil alunos das escolas municipais e dos centros municipais de educação infantil (Cmeis).
Segundo dados divulgados pela Prefeitura de GoiâniaPrefeitura de Goiânia, o acréscimo representa cerca de R$ 10 milhões a mais em relação ao montante anteriormente destinado à merenda. O aumento ocorre em meio à ampliação do número de estudantes matriculados em escolas de tempo integral e à necessidade de manter refeições ao longo de todo o dia letivo.
Os recursos são repassados por meio do Programa de Autonomia Financeira da Instituição Educacional (Pafie), mecanismo que permite o envio direto de verbas do Tesouro Municipal às unidades de ensino. O modelo garante que cada escola ou Cmei tenha autonomia para adquirir os alimentos necessários, respeitando os cardápios previamente definidos.
A elaboração dos cardápios é feita pela Secretaria Municipal de Educação, com base em orientações técnicas e nas necessidades nutricionais de cada faixa etária. As compras, no entanto, são realizadas pelas próprias unidades, que devem seguir os critérios estabelecidos e prestar contas da utilização dos recursos.

Alimentação das crianças em Goiânia
Atualmente, os Cmeis oferecem cinco refeições diárias às crianças. Nas escolas de turno parcial, os alunos recebem uma refeição por dia, enquanto nas unidades de tempo integral são servidas quatro refeições ao longo do período escolar. A distribuição busca atender às exigências nutricionais previstas para cada modalidade de ensino.
De acordo com a secretaria, há acompanhamento contínuo da qualidade dos alimentos adquiridos, das condições de higiene e do cumprimento dos cardápios definidos por nutricionistas. O controle também inclui a verificação da correta aplicação dos recursos e a busca por melhores preços nas compras realizadas pelas unidades.
O aumento no investimento ocorre em um cenário de discussão nacional sobre segurança alimentar e qualidade da alimentação oferecida nas escolas públicas, especialmente para estudantes que permanecem em tempo integral e dependem das refeições servidas no ambiente escolar.
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