Arquivo Epstein cita brasileira em e-mails divulgados pela Justiça
Arquivo Epstein revela menção à Luma Oliveira em troca de mensagens entre o empresário e um agente de modelos francês
O arquivo Epstein, conjunto de mais de 3 milhões de documentos tornados públicos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, voltou a expor conexões do empresário americano Jeffrey Epstein com figuras do entretenimento, da política e do empresariado internacional. Entre os nomes citados no material está o da ex-modelo brasileira Luma Oliveira, mencionada em uma troca de e-mails de 2012.
A referência aparece em mensagens trocadas entre Epstein, morto na prisão em 2019, e o agente de modelos francês Jean-Luc Brunel, também investigado no caso. No diálogo, o empresário questiona uma menção anterior feita à brasileira. “E a namorada de Eike Batista? Você mencionou isso”, escreveu Epstein. Brunel respondeu: “Eu citei a Luma de Oliveira, ele era ou é casado com ela”.
À época do envio do e-mail, Luma Oliveira já estava separada do empresário Eike Batista havia oito anos. O relacionamento entre os dois durou de 1991 a 2004. O arquivo Epstein não apresenta indícios de encontros, vínculos diretos ou qualquer tipo de contato entre a ex-modelo e o empresário americano.
O que mostram os trechos do Arquivo Epstein
A menção à brasileira surge em meio a um vasto acervo que reúne e-mails, vídeos e imagens produzidos ao longo de anos. O arquivo Epstein detalha a rede de relacionamentos do empresário com celebridades, políticos e grandes empresários, além de expor o interesse recorrente por modelos, especialmente brasileiras.
De acordo com os documentos, Epstein viajava com frequência ao Brasil e mantinha contato com intermediários que forneciam mulheres para prostituição, inclusive menores de idade. O material indica ainda que, em 2016, ele discutiu a compra de agências de modelos brasileiras como forma de ampliar seu controle sobre o acesso a jovens mulheres.
“Isso envolveria ter acesso a todas as garotas, e você pode decidir o que fazer com elas”, afirma um dos e-mails enviados por Ramsey Elkholy, com quem Epstein tratava das negociações. O conteúdo integra o arquivo Epstein divulgado oficialmente em 30 de janeiro.
Investigações e desdobramentos judiciais
O caso ganhou novos contornos após a prisão de Jean-Luc Brunel, em 2020, acusado de estupro, agressão e assédio sexual. Ele foi encontrado morto em sua cela na prisão de La Santé, em Paris, em 2022. As autoridades francesas trataram o episódio como suicídio.
A divulgação do arquivo Epstein tem provocado repercussões internacionais ao revelar bastidores de um esquema que operou por décadas e envolveu diferentes países. No caso da brasileira citada, os documentos apenas registram a menção nominal, sem estabelecer qualquer ligação factual com os crimes investigados.

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