segunda-feira, 26 de outubro de 2026
NUCLEAR

Negociações entre Irã e EUA devem começar nesta sexta-feira (6)

Nações se encontram em Mascate, enquanto Trump ameaça ação militar e Irã rejeita pressão

Lalice Fernandespor em
Negociações entre Irã e EUA devem começar nesta sexta-feira (6)
Foto: Divulgação/ Kremlin

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que as negociações nucleares com os Estados Unidos começam nesta sexta-feira (6), em Omã. Segundo ele, o encontro ocorrerá em Mascate, capital do país, “por volta das 10h da manhã”, conforme informou nesta quarta-feira (4) em uma publicação na rede X. “Sou grato aos nossos irmãos omanitas por tomarem todas as providências necessárias”, acrescentou.

O anúncio ocorre após um período de incertezas sobre a realização das conversas, enquanto Teerã e Washington tentavam definir quais termos seriam discutidos. Paralelamente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom ao declarar que o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, deveria estar “muito preocupado”.

Trump faz ameaças ao Irã, que rejeita pressão

Trump também fez ameaças com uma ação militar caso o Irã não aceite negociar um novo acordo nuclear que “seja justo com todas as partes”. O presidente afirmou ter enviado uma “grande frota” para a região, incluindo o porta-aviões Abraham Lincoln e caças F-35.

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Foto: Divulgação/ Casa Branca

Do lado iraniano, autoridades rejeitaram a possibilidade de diálogo sob pressão. Araghchi declarou que as conversas só poderão ocorrer “em condições em que ameaças e demandas sejam deixadas de lado”. Ele ainda afirmou que as Forças Armadas do país estão prontas para responder “imediata e poderosamente” a qualquer agressão contra o território, o espaço aéreo ou as águas iranianas.

A atual escalada de tensão teve início após a repressão a protestos antigovernamentais que tiveram início no final de 2025. A população foi às ruas em meio à inflação elevada, em manifestações contra o regime. Trump alertou que “atacaria com força total” caso as autoridades reprimissem violentamente os atos, dizendo que os EUA estavam “pronto e armado”.

Durante os protestos, houve bloqueio de internet no país e mais de 5 mil manifestantes foram mortos, segundo grupos de direitos humanos. Ali Shamkhani, conselheiro do líder supremo, declarou que qualquer ataque dos EUA seria o “início de uma guerra”.

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