Suzane von Richthofen é investigada por suspeita de furto em meio a disputa por herança em SP
Condenada pela morte dos pais, Suzane foi citada em boletim de ocorrência registrado por uma prima após retirada de bens da casa do tio, médico aposentado encontrado morto em janeiro
Suzane von Richthofen voltou ao noticiário após ser mencionada em uma denúncia de furto registrada por uma prima, Silvia Gonzalez Magnani. O boletim de ocorrência foi protocolado na Polícia Civil de São Paulo nesta terça-feira (3) e aponta suspeita de retirada de objetos da residência do tio, o médico aposentado Miguel Abdalla Netto, sem autorização da família.
Segundo o registro policial, Suzane teria levado eletrodomésticos, móveis e uma bolsa contendo documentos e dinheiro do imóvel onde Miguel morava sozinho. O médico foi encontrado morto no início de janeiro, o que deu origem a um impasse judicial envolvendo a divisão de um patrimônio estimado em cerca de R$ 5 milhões.
A denúncia surge em meio à disputa pelo inventário e pela administração dos bens deixados por Miguel Abdalla Netto. Desde a morte, familiares discutem na Justiça quem deve assumir a condução do espólio, já que o médico não deixou filhos, pais vivos, cônjuge ou testamento registrado.
Suzane admite retirada de bens
Em um processo que tramita na Vara de Família e Sucessões de Santo Amaro, consta que Suzane reconheceu ter entrado no imóvel do tio e retirado alguns bens. Entre os itens mencionados está um veículo Subaru XV. Ela também teria providenciado o fechamento do portão da residência após a entrada.
De acordo com a versão apresentada por Suzane no processo, a iniciativa teria sido uma forma de preservar bens que considera ter direito no futuro, antes da conclusão da partilha judicial. O caso está inserido no contexto da disputa pelo espólio deixado pelo médico aposentado.
Com o registro do boletim de ocorrência, Suzane passou a ser formalmente investigada por suspeita de furto. A apuração da Polícia Civil deve esclarecer se houve irregularidade na retirada dos objetos e se a conduta configura crime.
Atualmente, Suzane cumpre pena em regime aberto, após progressão do sistema prisional de Tremembé. Entre as exigências do benefício está a de não se envolver em novas infrações. Caso seja constatada irregularidade, a situação pode resultar na reavaliação do regime penal.
Histórico de disputas por herança
A atual controvérsia não é o primeiro episódio envolvendo Suzane e conflitos patrimoniais dentro da família. Após o assassinato dos pais, Manfred e Marisa von Richthofen, em 2002, ela tentou ter acesso à herança deixada pelo casal, avaliada à época em milhões de reais.
Naquele momento, o próprio tio, Miguel Abdalla Netto, acionou a Justiça e obteve decisão que impediu Suzane de usufruir do patrimônio dos pais. Mais de duas décadas depois, o nome dela volta a aparecer em uma disputa judicial relacionada à herança, agora envolvendo os bens deixados pelo tio.
Silvia Gonzalez Magnani afirma ter mantido uma relação estável com Miguel por cerca de 14 anos e diz possuir documentos que comprovariam a união. Ela busca na Justiça o reconhecimento desses direitos e defende que o entendimento jurídico que afastou Suzane da herança dos pais seja considerado também no novo inventário.
Morte é tratada como suspeita

Miguel Abdalla Netto morreu em 9 de janeiro de 2026, na casa onde vivia no bairro do Campo Belo, na zona sul de São Paulo. O corpo foi encontrado dias depois, já em avançado estado de decomposição, sentado em uma poltrona dentro do imóvel. A descoberta ocorreu após um vizinho, que tinha uma cópia da chave, estranhar a ausência prolongada do médico e decidir verificar a residência.
De acordo com o registro oficial, a causa da morte foi classificada como indeterminada, com solicitação de exames complementares. Por esse motivo, a Polícia Civil passou a tratar o caso como morte suspeita. A disputa pelo inventário segue em análise no Judiciário.