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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
ATENÇÃO AOS SINTOMAS

Fevereiro Laranja conscientiza sobre diagnóstico precoce da leucemia

Anemia, cansaço excessivo e palidez cutânea são os primeiros sintomas da doença, que exigem atenção imediata

Bia Salespor Bia Sales em 6 de fevereiro de 2026
leucemia
Além de alertar sobre sintomas e fatores de risco, o Fevereiro Laranja também reforça a importância da doação de medula óssea, sangue e plaquetas. (Imagem: Reprodução)

Mês dedicado à conscientização sobre a leucemia, o Fevereiro Laranja chama atenção para a importância do diagnóstico precoce e do acesso a tratamentos cada vez mais personalizados. A leucemia é um câncer que se origina na medula óssea e compromete a produção das células do sangue, podendo afetar pessoas de todas as idades. No Brasil, milhares de novos casos são diagnosticados anualmente, segundo estimativas do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

De acordo com a Dra Maria Amorelli, médica hematologista da Angiogyn, a anemia costuma ser um dos primeiros sinais da doença, mas nem sempre recebe a devida atenção. “O paciente começa a apresentar cansaço excessivo, palidez cutânea e, junto a isso, surgem sintomas de maior alerta, como manchas roxas pelo corpo, sangramentos espontâneos — inclusive ao escovar os dentes — e infecções recorrentes”, explica.

A especialista destaca um ponto fundamental para combater desinformações comuns: anemias comuns não se transformam em leucemia. “Anemia por deficiência de ferro, anemia falciforme ou outras anemias hereditárias não evoluem para leucemia. O que pode ocorrer é que algumas doenças da medula óssea, como a mielodisplasia, tenham a anemia como um dos primeiros sintomas e, em parte dos casos, possam evoluir para leucemia. Mas isso não acontece com qualquer anemia”, esclarece.

Grupos de risco e predisposição genética

Entre os grupos de maior risco para o desenvolvimento da leucemia estão pacientes que já foram tratados previamente para outros tipos de câncer e que tiveram exposição à quimioterapia ou radioterapia. “Esses tratamentos citotóxicos aumentam a chance de uma leucemia secundária ao longo do tempo”, afirma a hematologista.

Outro fator importante é a exposição contínua a agentes químicos, como benzeno e agrotóxicos, além de uma predisposição genética familiar, ainda pouco conhecida pela população. “Hoje sabemos que cerca de 7% a 10% dos casos podem estar associados a síndromes hereditárias que aumentam o risco de tumores hematológicos. Em algumas famílias, é indicado até mesmo o acompanhamento preventivo”, ressalta.

Diagnóstico e tratamento: uma nova era da hematologia

Nos últimos anos, o diagnóstico e o tratamento da leucemia passaram por avanços significativos. Segundo a dra. Maria Amorelli, a medicina hematológica vive hoje uma era marcada pela genômica e pelos exames moleculares. “Atualmente, conseguimos identificar a mutação genética específica que levou ao desenvolvimento da leucemia. A partir disso, muitas vezes é possível escolher medicamentos direcionados, como em um modelo de ‘chave e fechadura’, aumentando a eficácia do tratamento e reduzindo efeitos colaterais”, pontua a especialista.

Os tratamentos variam conforme o tipo da doença. As leucemias crônicas, em alguns casos, podem ser controladas com medicações orais. Já as leucemias agudas costumam exigir quimioterapia intensiva, internação hospitalar e, em situações específicas, o transplante de medula óssea.

Doação de medula, sangue e plaquetas: conscientização que salva vidas

Além de alertar sobre sintomas e fatores de risco, o Fevereiro Laranja também reforça a importância da doação de medula óssea, sangue e plaquetas, essenciais para o tratamento de muitos pacientes. “Pacientes com leucemias agudas, principalmente, necessitam de múltiplas transfusões ao longo do tratamento. A doação é um gesto simples que pode salvar vidas. Conscientizar é o primeiro passo para mudar desfechos e ampliar as chances de cura”, conclui a médica da Angiogyn.

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