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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
NEGÓCIOS

Inteligência Artificial vai transformar 22% das ocupações até 2030

Relatório do Fórum Econômico Mundial aponta que automação e inteligência artificial vão extinguir funções tradicionais

Otavio Augustopor Otavio Augusto em 6 de fevereiro de 2026
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Foto: Divulgação

A Inteligência Artificial deixou de ser promessa para se consolidar como uma das principais forças de transformação do mercado de trabalho global. Segundo o Relatório Sobre o Futuro dos Empregos 2025, do Fórum Econômico Mundial (WEF), a combinação entre IA, automação e digitalização deve modificar profundamente 22% das ocupações em todo o mundo até 2030, provocando tanto a extinção de funções tradicionais quanto a criação de novas carreiras.

O estudo projeta a abertura de 170 milhões de novos postos de trabalho, impulsionados principalmente pela economia digital, transição energética e novos modelos de negócios. Em contrapartida, 92 milhões de funções atuais tendem a desaparecer, especialmente em atividades repetitivas e administrativas. O saldo, ainda assim, é positivo: 78 milhões de novas vagas líquidas nos próximos cinco anos.

No Brasil, os reflexos dessa transformação com a Inteligência Artificial já começam a ser sentidos e devem se intensificar a partir de 2026, sobretudo nas áreas de gestão, tecnologia e serviços especializados. Para especialistas, o desafio central não será a falta de empregos, mas a escassez de profissionais qualificados para ocupar as novas posições.

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Tecnologia acelera mudanças e redefine perfis profissionais

O relatório do WEF aponta que cerca de 43% das tarefas empresariais devem ser automatizadas com Inteligência Artificial até 2027, o que altera profundamente o perfil do trabalhador demandado pelas empresas. A lógica deixa de ser baseada na execução mecânica e passa a valorizar análise, tomada de decisão e criatividade.

Para Marcelo Cordeiro, coordenador dos cursos de Gestão e Tecnologias do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), o mercado exige uma formação híbrida com a Inteligência Artificial. “O profissional que esse cenário demanda precisa unir conhecimentos técnicos e digitais com capacidade analítica, pensamento crítico e comportamento adaptável. Não basta saber usar a tecnologia; é preciso saber decidir com base nela”, afirma.

Inteligência Artificial
Foto: Divulgação

O avanço do “trabalhador aumentado”

Mais do que substituir pessoas, a IA tende a ampliar a capacidade humana. O Fórum Econômico Mundial denomina esse perfil de “profissional aumentado”, aquele que utiliza ferramentas digitais, algoritmos e análise de dados para potencializar resultados.

Nesse contexto, competências como Business Intelligence (BI), leitura crítica de dados e interpretação de cenários tornam-se diferenciais competitivos. “As empresas não buscam mais apenas executores, mas profissionais capazes de trabalhar em conjunto com sistemas inteligentes para otimizar processos, reduzir custos e gerar valor”, explica Cordeiro.

Quem ganha mais e quem perde espaço com a Inteligência Artificial

O relatório indica que as maiores remunerações estão concentradas em áreas ligadas à tecnologia, sustentabilidade e segurança digital. Especialistas em IA, analistas de dados, profissionais de cibersegurança, engenheiros de energias renováveis e analistas de sustentabilidade lideram a criação de vagas de alto valor agregado.

Na outra ponta, funções administrativas tradicionais, operadores de caixa, serviços bancários de atendimento e atividades burocráticas enfrentam queda de demanda e pressão salarial, por serem mais facilmente automatizadas.

Profissões em alta e setores em expansão 

Curiosamente, o crescimento do emprego não se limita à tecnologia. O estudo aponta forte expansão em setores tradicionais, ainda que com menor remuneração média, como:

  • Construção e infraestrutura, com demanda por carpinteiros, azulejistas e operários especializados;
  • Agronegócio e alimentos, incluindo trabalhadores agrícolas e processamento de alimentos;
  • Logística e transporte, impulsionados pelo comércio eletrônico;
  • Educação e cuidado humano, com professores, profissionais de enfermagem e cuidadores;
  • Varejo e hospitalidade, especialmente em vendas e alimentação.

Já tecnologia, principalmente a Inteligência Artificial, gestão e saúde concentram as melhores oportunidades salariais e maior potencial de crescimento.

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Foto: Divulgação

Educação como estratégia de sobrevivência profissional

Diante desse cenário com a Inteligência Artificial, a recomendação é clara: nunca parar de estudar. “O investimento em qualificação deixou de ser opcional. É uma questão de sobrevivência profissional em um mercado cada vez mais tecnológico, dinâmico e competitivo”, conclui Marcelo Cordeiro.

 

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