Prisão de advogada argentina por racismo no Rio de Janeiro é revogada
Advogada e influenciadora argentina Agostina Paéz teve prisão decretada por supostas ofensas racistas contra quatro funcionários de um bar no bairro de Ipanema
A Justiça do Rio de Janeiro revogou, no fim da tarde da última sexta-feira (6), a prisão preventiva da advogada e influenciadora argentina Agostina Paez, investigada por ofensas racistas contra quatro funcionários de um bar em Ipanema. Ela foi liberada à noite na delegacia.
Agostina havia sido presa pela manhã, após o cumprimento de um mandado expedido pela 37ª Vara Criminal da capital. A turista foi encontrada em um apartamento alugado no bairro de Vargem Pequena. Como o processo tramita em segredo de Justiça, o Tribunal de Justiça do Rio informou apenas que a decisão de revogação da prisão foi tomada pelo juízo de primeira instância.
Caso e prisão de argentina
O caso ocorreu em 14 de janeiro, quando uma das vítimas procurou a polícia e relatou ter sido alvo de insultos racistas durante uma discussão sobre o pagamento da conta do estabelecimento. Segundo a investigação, a turista apontou o dedo para o funcionário, usou a palavra “mono”, que significa macaco em espanhol, e passou a imitar gestos e sons do animal.
As agressões foram registradas em vídeo pela própria vítima e confirmadas por imagens de câmeras de segurança. De acordo com a Polícia Civil, testemunhas foram ouvidas e provas reunidas ao longo da apuração, o que permitiu esclarecer a dinâmica dos fatos. No processo, a defesa sustenta que os gestos teriam sido apenas brincadeiras dirigidas às amigas.
Antes de ser presa preventinamente, a investigada já cumpria medidas cautelares, determinadas pela Justiça, a pedido do Ministério Público, como a proibição de deixar o país, a retenção do passaporte e o uso de tornozeleira eletrônica.
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