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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
Abuso sexual

Avó é presa por vender netas para abuso sexual e piloto da Latam é detido dentro de avião em São Paulo

Investigação aponta rede criminosa que explorava crianças há anos e levou à prisão de suspeito em aeronave no Aeroporto de Congonhas

Nívia Menegatpor Nívia Menegat em 9 de fevereiro de 2026
abuso sexual
Foto: Reprodução

Nesta segunda-feira (9), uma operação policial em São Paulo resultou na prisão de uma mulher de 55 anos e de um piloto de 60 anos, suspeitos de envolvimento em crimes de abuso sexual contra menores. A investigação aponta que a mulher, avó das vítimas e identificada como Denise Moreno, teria vendido as próprias netas, de 10, 12 e 14 anos, para fins de exploração sexual.

O piloto, Sérgio Antônio Lopes, funcionário da Latam Airlines, foi preso dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, pouco antes da decolagem de um voo com destino ao Rio de Janeiro. A ação foi realizada por agentes da Polícia Federal, com o avião ainda estacionado no pátio. A prisão preventiva ocorreu após o avanço das investigações e o cumprimento de mandado judicial.

De acordo com o Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o homem é suspeito de integrar uma rede criminosa voltada ao aliciamento e à exploração sexual de crianças e adolescentes, com atuação predominante em ambientes virtuais. As apurações indicam que os crimes teriam ocorrido ao longo de pelo menos oito anos, envolvendo vítimas que tinham entre 11 e 15 anos à época dos fatos.

Caso de abuso sexual 

Segundo a Polícia Civil, uma delas passou a sofrer abusos ainda na infância, iniciados aos oito anos. Atualmente, as vítimas têm entre 12 e 13 anos. Outra vítima identificada na investigação completou 18 anos.

Segundo a investigação, que durou três meses, o piloto utilizava documentos falsos de adultos para levar crianças a motéis. De acordo com a delegada Ivalda Aleixo, diretora do DHPP, o suspeito é apontado como o principal responsável pela rede e também estuprava as vítimas. Uma das crianças apresentava sinais de agressões recentes.

O momento da prisão do piloto foi registrado em vídeo e passou a circular nas redes sociais poucas horas após a ação. Nas imagens, ele aparece sendo conduzido por agentes federais ainda na cabine da aeronave, sem oferecer resistência.

Conforme a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o inquérito policial teve início em outubro de 2025. Até o momento, três vítimas já foram formalmente identificadas, todas submetidas a situações de abuso e exploração sexual. As investigações apontam a existência de uma rede criminosa estruturada, voltada à violação sistemática da dignidade sexual de crianças e adolescentes.

Os suspeitos são investigados pelos crimes de estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de criança e adolescente, uso de documento falso, produção, armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infantojuvenil, perseguição reiterada (stalking), aliciamento de crianças e coação no curso do processo.

Leia também: PF prende piloto suspeito de crimes contra menores antes de voo em Guarulhos

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