Superação marca estreia do Brasil no esqui cross-country nos Jogos de Inverno
Bruna Moura e Eduarda Ribera e Manex Silva ficam fora da fase final do sprint, mas simbolizam avanço técnico e resiliência do país nos Jogos de Inverno
O Brasil iniciou oficialmente sua participação nos Olimpíadas de Inverno de Milão-Cortina 2026 nesta terça-feira (10) com a presença de Bruna Moura e Eduarda Ribera no sprint clássico feminino do esqui cross-country. As atletas competiram na fase classificatória e, apesar do empenho, não avançaram à etapa seguinte dos jogos: Bruna marcou 4min22s07 e terminou na 73ª colocação, enquanto Eduarda registrou 4min17s05 e ficou em 76º lugar.
Embora a eliminação tenha encerrado a disputa no dia, o desempenho carrega sinais positivos. Eduarda, de 21 anos, melhorou sua colocação em relação aos Jogos de 2022, quando havia sido 77ª, indicando evolução técnica e maturidade competitiva. Já Bruna celebrou a conclusão da prova como a concretização de um objetivo pessoal, após um ciclo marcado por obstáculos severos.
O brasileiro Manex Silva também entrou para a história, ao registrar o melhor desempenho do país no esqui cross-country masculino em Olimpíadas de Inverno. Natural do Acre, o atleta competiu na fase classificatória do sprint e terminou na 48ª colocação, com o tempo de 3min25s48. Apesar de não avançar à fase final, Manex superou sua própria marca obtida nos Jogos de Pequim, em 2022, quando havia terminado duas posições abaixo, reforçando a evolução técnica e a consolidação do Brasil na modalidade.
Superação marca retorno de Bruna Moura aos Jogos
A estreia de Bruna em Milão-Cortina tem peso simbólico. Em janeiro de 2022, quando seguia para competir em Pequim, a atleta sofreu um grave acidente de carro no norte da Itália. A colisão vitimou o motorista e deixou a brasileira com múltiplas fraturas, exigindo longa internação e um período de dois meses sem conseguir andar.
As consequências se estenderam além da recuperação física. Bruna convive com dores persistentes no pé e precisou de acompanhamento psicológico contínuo para retomar a confiança e reconstruir a carreira. O suporte emocional, segundo pessoas próximas, foi decisivo para a volta às competições e para a busca de uma nova vaga olímpica.
Agora, o destino colocou a atleta novamente em solo italiano desta vez para competir. Ainda que os resultados não tenham levado à fase final, a presença das brasileiras na abertura do programa reforça a continuidade do projeto do esqui cross-country no país e sinaliza que, para além das colocações, o Brasil segue acumulando experiência e histórias que sustentam seu crescimento nos Jogos de Inverno.
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