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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
Cuidados preventivos

Carnaval amplia riscos à saúde e segurança dos pets

Cuidados preventivos reduzem efeitos da folia sobre cães e gatos

Luana Avelarpor Luana Avelar em 11 de fevereiro de 2026
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Fantasias exigem critério. Caso sejam utilizadas, devem permitir ventilação e não interferir na respiração . Foto: iStock

O Carnaval modifica o ritmo das cidades, intensifica o fluxo de pessoas e altera a rotina doméstica. Para cães e gatos, a combinação de barulho contínuo, calor elevado, circulação de desconhecidos e exposição a produtos químicos cria um ambiente adverso. Em meio à euforia da festa, o impacto sobre os animais costuma passar despercebido, mas pode resultar em estresse severo e complicações clínicas.

Segundo o médico-veterinário Francis Flosi, o período exige cautela por parte dos tutores. “O ambiente típico do Carnaval, com barulho intenso, multidões, mudanças na rotina e calor excessivo, não é adequado para a maioria dos animais. Esses estímulos podem causar desde estresse e ansiedade até crises físicas que colocam a saúde em risco”, afirma.

Com mais de 160 milhões de animais de estimação no país, o alerta ganha dimensão coletiva. A audição sensível dos pets pode reagir a estímulos sonoros intensos com taquicardia, tremores, tentativas de fuga e comportamento de medo persistente. Durante o Carnaval, a orientação é manter os animais em ambientes protegidos, reduzindo a exposição a ruídos externos.

Carnaval e riscos físicos

As altas temperaturas típicas do verão ampliam o risco de desidratação e hipertermia. Cães e gatos têm limitações fisiológicas para dissipar calor, o que exige água fresca disponível, ambientes ventilados e suspensão de passeios nos horários mais quentes.

Outro ponto crítico no Carnaval é o acesso acidental a alimentos humanos durante confraternizações. Chocolates, bebidas alcoólicas e alimentos gordurosos estão entre os principais causadores de intoxicação. “Nunca ofereça alimentos humanos sem orientação veterinária”, alerta Flosi.

Fantasias também exigem critério técnico. Caso sejam utilizadas, precisam permitir ventilação adequada e não comprometer a respiração. Produtos como glitter tradicional e tintas comuns representam risco de irritação e ingestão acidental, especialmente por conterem microplásticos.

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Foto: iStock

A identificação do animal torna-se ainda mais importante no Carnaval. Plaquinhas com telefone atualizado e microchip ampliam as chances de reencontro em caso de fuga. Em residências próximas a blocos e eventos, portões e janelas devem permanecer bem fechados para evitar desaparecimentos e atropelamentos.

Para tutores que planejam viagens durante o Carnaval, a escolha de cuidadores de confiança é determinante. “Deixar o animal sozinho por longos períodos pode gerar ansiedade intensa e sofrimento”, reforça o veterinário.

A prevenção depende de planejamento e vigilância constante. Em meio à celebração coletiva, a responsabilidade individual com o bem-estar dos animais se impõe como condição básica para atravessar o feriado sem intercorrências.

Leia mais: Furtos no Carnaval abrem caminho para golpes digitais

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