O Hoje, O Melhor Conteúdo Online e Impresso, Notícias, Goiânia, Goiás Brasil e do Mundo - Skip to main content

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
Cinema e Cultura

Sexta-feira 13: prepare a maratona com estes filmes de terror

Clássicos e obras contemporâneas mostram como o gênero ultrapassa o susto e dialoga com política, trauma e estética

Luana Avelarpor Luana Avelar em 13 de fevereiro de 2026
Sexta-feira 13
Foto: divulgação

A superstição em torno da Sexta-feira 13 transformou a data em rito informal para cinéfilos. Mas reduzir o terror a sustos fáceis é ignorar sua potência narrativa. Do slasher ao horror psicológico, os títulos abaixo mostram como o gênero reflete tensões sociais, crises íntimas e experimentações formais.

Sexta-Feira 13 (1980)

Dirigido por Sean S. Cunningham, o filme inaugura uma mitologia que moldaria o slasher moderno. A câmera subjetiva — que coloca o espectador na perspectiva do assassino — e o adiamento da revelação final estruturam a tensão. Jason só ganharia a máscara icônica nos capítulos seguintes, mas é aqui que a franquia finca suas bases narrativas e comerciais.

Alien: O Oitavo Passageiro (1979)

Sob direção de Ridley Scott, o horror abandona florestas e invade o espaço sideral. A nave Nostromo funciona como cápsula claustrofóbica onde a ameaça externa se cruza com disputas internas. O monstro, revelado em fragmentos, é tão inquietante quanto os jogos de poder entre tripulantes.

Corra! (2017)

Jordan Peele utiliza a gramática do terror para expor o racismo estrutural. O desconforto nasce de diálogos ambíguos e gestos aparentemente cordiais que escondem violência simbólica. O horror aqui é político e cotidiano, e o sucesso crítico consolidou uma nova fase do gênero nos Estados Unidos.

A Mosca (1986)

Em sua versão assinada por David Cronenberg, o experimento científico fracassado vira tragédia íntima. A metamorfose do protagonista, construída com efeitos práticos perturbadores, materializa a degradação física e emocional. É body horror com densidade dramática.

Mártires (2008)

Dirigido por Pascal Laugier, o longa francês rompe com a lógica do espetáculo da violência ao associar brutalidade explícita a reflexão filosófica sobre dor e transcendência. Inserido no Cinema Extremo Francês, desafia o espectador a permanecer diante do incômodo.

 

O Babadook (2014)

A diretora Jennifer Kent constrói o medo no espaço doméstico. A criatura é menos entidade sobrenatural do que metáfora do luto e da exaustão materna. A tensão se acumula na repetição e na deterioração psicológica.

Hereditário (2018)

Com Ari Aster, o terror é herança familiar. A narrativa alterna desconforto prolongado e explosões gráficas de violência, sustentando atmosfera de inevitabilidade trágica.

Psicose (1960)

Alfred Hitchcock redefiniu o suspense ao deslocar o foco narrativo e desmontar expectativas do público. A cena do chuveiro tornou-se referência formal, mas o impacto maior está na construção psicológica de Norman Bates.

Suspiria (1977)

No universo estilizado de Dario Argento, a trama é quase secundária diante da experiência sensorial. Cores saturadas, trilha da banda Goblin e enquadramentos expressionistas transformam a narrativa em pesadelo coreografado.

Leia mais: F1: o Filme terá sequência após recorde de bilheteria

Siga o Canal do Jornal O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do Jornal O Hoje.
Tags:
Veja também