Sex toys crescem entre casais e mudam padrão de consumo
Pesquisa mostra que sex toys são mais comuns em relações estáveis do que entre solteiros
A ideia de que sex toys seriam consumidos majoritariamente por solteiras não encontra respaldo nos dados. Pesquisa realizada em 2025 pela loja especializada em sexual wellness Dona Coelha, com mil participantes, indica que 42% das pessoas que possuem ao menos um produto estão casadas ou em união estável. Entre os que namoram, o índice é de 29%, enquanto solteiros representam 25% dos consumidores.
O levantamento desloca um debate frequentemente marcado por interpretações moralizantes. Longe de substituir parceiros, os sex toys aparecem integrados tanto à vida a dois quanto à experiência individual. Segundo a pesquisa, 46% dos entrevistados afirmam utilizar os produtos sozinhos e acompanhados, indicando que a prática não exclui a parceria.
A maioria da amostra é composta por mulheres, que representam 70% dos respondentes. O dado sugere que o avanço do mercado de sex toys acompanha um movimento mais amplo de autonomia sexual, acesso à informação e disposição para explorar diferentes estímulos.

Sex toys e novas dinâmicas de intimidade
Em relações estáveis, os sex toys costumam ser incorporados como complemento da intimidade, associados à diversificação de estímulos e à negociação de desejos. Já entre solteiras, aparecem com frequência vinculados ao autoconhecimento e à exploração do próprio corpo. A convivência dessas motivações revela que o consumo deixou de ocupar um espaço marginal e passou a dialogar com múltiplas configurações afetivas.
O crescimento da categoria voltada a casais reforça essa leitura. O produto deixa de ser percebido como substituto e passa a ser entendido como ferramenta capaz de ampliar possibilidades dentro da relação.
Apesar da expansão, barreiras persistem. O principal obstáculo citado é o preço elevado, mencionado por 63,1% dos participantes. Em um cenário de desigualdade de renda, itens associados ao prazer tendem a ser classificados como secundários no orçamento doméstico.
A falta de informação aparece como segundo fator mais relevante, apontada por 28,7%. A variedade de modelos e tecnologias nem sempre é acompanhada de orientação clara sobre uso e segurança, o que pode adiar a decisão de compra. Vergonha ou medo de julgamento foram mencionados por 15%, evidenciando que o estigma social ainda não desapareceu por completo.
O panorama indica que os sex toys ocupam hoje posição mais ampla na cultura contemporânea brasileira. O fenômeno envolve prazer, renda, acesso à informação e transformação de padrões de intimidade. Ao reunir dados sobre perfil de consumo e obstáculos, a pesquisa oferece um retrato menos simplificado de um mercado que cresce sustentado por diferentes perfis e motivações.
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