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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
RELIGIÃO GLOBAL

Catolicismo recua no Brasil, mas país segue líder mundial

Mesmo com queda de 15% em dez anos, Brasil concentra 13% dos católicos do planeta, segundo dados recentes

Luana Avelarpor Luana Avelar em 17 de fevereiro de 2026
Catolicismo
Foto: iStock

O Brasil continua a ser o país com maior número absoluto de católicos no mundo, concentrando 13% dos fiéis globais, de acordo com dados divulgados pelo Vaticano. Na América do Sul, 27,4% dos católicos residem na região. Ainda assim, o catolicismo enfrenta retração consistente no país.

Levantamento do Pew Research Center aponta que o Brasil perdeu 15% de sua população católica entre 2013/2014 e 2024. Em 2024, 46% dos adultos brasileiros se declaravam católicos. O dado confirma uma tendência de diminuição que também se verifica em outros países latino-americanos.

Na Colômbia, a redução foi de 19%; no Chile, de 18%; na Argentina, de 13%; no México, de 14%; e no Peru, de 9%. Apenas Brasil e Chile registraram menos de 50% da população adulta identificada como católica em 2024. No Peru e no México, o índice permanece em 67%.

Catolicismo
Foto: iStock

Catolicismo em transformação

O movimento não indica desaparecimento do catolicismo, mas reorganização do campo religioso. Embora o número de católicos tenha diminuído, a fé continua presente na vida cotidiana. Segundo a pesquisa, cerca de 90% dos adultos na América Latina afirmam acreditar em Deus. No Brasil, no Peru e na Colômbia, a maioria declarou rezar ao menos uma vez por dia.

Outro dado relevante é o crescimento das pessoas sem religião definida, categoria que inclui ateus, agnósticos e indivíduos que não seguem uma doutrina específica. Ainda assim, a religiosidade permanece elevada, o que sugere deslocamento institucional mais do que abandono da crença.

Mesmo com a retração percentual, o Brasil segue como principal território do catolicismo mundial em números absolutos. O cenário aponta para uma fase de transição, na qual identidade religiosa e pertencimento institucional deixam de ser automáticos e passam a refletir escolhas individuais mais complexas.

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