Eclipse solar anular abre temporada de eclipses em 2026
Fenômeno conhecido como “anel de fogo” ocorre em 17 de fevereiro, mas não será visível do Brasil
O primeiro eclipse de 2026 acontece nesta terça-feira (17), e inaugura um ano marcado por quatro grandes eventos astronômicos. O destaque inicial é um eclipse solar anular, tipo menos frequente entre os eclipses solares e popularmente chamado de “anel de fogo”.
Ao longo do ano, estão previstos ainda um eclipse lunar em 3 de março, outro eclipse solar em 12 de agosto e um novo eclipse lunar entre 27 e 28 de agosto. Com exceção do evento solar de agosto, todos poderão ser observados a partir de diferentes pontos da América do Sul. O fenômeno desta semana, porém, não será visível no Brasil.
O que é o eclipse solar anular
O eclipse solar anular ocorre quando Sol, Lua e Terra se alinham, mas a Lua se encontra em seu ponto mais distante do planeta. Nessa posição, ela aparenta ter tamanho menor no céu e não consegue encobrir totalmente o disco solar.
O resultado é um contorno luminoso ao redor da silhueta escura da Lua, formando o característico anel brilhante que dá nome ao fenômeno. Diferentemente do eclipse total, não há momento de escuridão completa, pois parte da luz solar permanece visível durante todo o evento.

Segundo previsões astronômicas, a faixa de visibilidade total do eclipse solar anular atravessará a Antártida. Regiões do Pacífico Sul, do Oceano Índico e uma pequena área próxima à África do Sul poderão acompanhar o fenômeno de maneira parcial.
Outros eclipses no calendário
Além do evento desta semana, 2026 terá outro eclipse solar em 12 de agosto e dois eclipses lunares — um em março e outro no fim de agosto. O eclipse solar de agosto não poderá ser visto da América do Sul, mas os demais terão áreas de observação no continente.
Entre os três tipos de eclipse solar — total, parcial e anular — o anular é considerado o mais raro. Após o fenômeno de fevereiro, os próximos desse tipo estão previstos para fevereiro de 2027, janeiro de 2028, junho de 2030 e maio de 2031. Para 2027, há expectativa de visibilidade parcial em algumas regiões brasileiras.
Cuidados para observação
A observação de qualquer eclipse solar exige proteção adequada. Óculos específicos para observação solar ou métodos indiretos, como projetores de orifício, são indispensáveis para evitar danos à visão. Mesmo no caso de um eclipse solar anular, a exposição direta ao Sol sem proteção permanece perigosa.
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