Inteligência Artificial lidera empregos em alta no Brasil
Ranking de 2026 aponta avanço de tecnologia, dados e finanças e reforça peso do inglês no mercado profissional
A transformação do mercado de trabalho brasileiro ganhou novo retrato com a divulgação da lista “Empregos em Alta 2026”, do LinkedIn. O levantamento reúne as 25 funções que mais cresceram no país nos últimos três anos e coloca a Inteligência Artificial no centro da expansão. O cargo de Engenheiro(a) de Inteligência Artificial aparece na primeira posição, seguido por funções ligadas a dados, tecnologia da informação, saúde e finanças.
O resultado indica que a Inteligência Artificial passou a organizar a demanda por qualificação. As áreas destacadas compartilham um traço comum: integração com cadeias globais de inovação e serviços, nas quais atualização técnica e circulação de conhecimento ocorrem majoritariamente em inglês.

Inteligência Artificial amplia exigências no mercado
A consolidação da Inteligência Artificial como eixo de crescimento exige atualização contínua. Ferramentas, bibliotecas digitais, fóruns especializados e publicações científicas são produzidos, em grande parte, fora do Brasil. Nesse contexto, o domínio do idioma estrangeiro se torna componente estrutural da formação profissional.
“Grande parte do conteúdo técnico dessas áreas circula em ambiente global. Documentações, cursos, plataformas, artigos científicos e a comunicação entre equipes utilizam majoritariamente o inglês. Dominar o idioma permite acessar esse material com mais rapidez, aprofundar o conhecimento e ampliar as possibilidades de atuação no mercado”, afirma Reginaldo Kaeneêne, CEO e fundador da KNN Idiomas.
Ele acrescenta que “o inglês reduz a distância entre o profissional brasileiro e o que está sendo debatido nos principais polos de inovação do mundo”.
O ranking também evidencia crescimento em segmentos como finanças, saúde e gestão estratégica, áreas que operam com relatórios internacionais, softwares globais e interlocução direta com parceiros estrangeiros. A demanda por cursos direcionados ao ambiente corporativo acompanha esse movimento. “Não se trata apenas de falar inglês, mas de saber usar o idioma de forma adequada ao contexto profissional, com clareza e segurança”, destaca.
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