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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
Reajuste Autorizado

Passagem sobe no DF e Entorno e ultrapassa R$ 12

A partir de 22 de fevereiro, quem depende dos ônibus entre o DF e o Entorno vai pagar até mais de R$ 12 por viagem

Paula Costapor Paula Costa em 20 de fevereiro de 2026
aumento passagem
O reajuste foi autorizado pela ANTT, sem participação dos governos locais, e já é considerado “insustentável” pelo secretário da região. Crédito: Agência Brasil.

A partir desde domingo, 22 de fevereiro, os passageiros que utilizam ônibus entre o Distrito Federal e municípios do Entorno vão pagar mais caro pela tarifa. O reajuste de 2,546% foi aprovado na quinta-feira (12) pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com base na variação do IPCA e no aumento do óleo diesel. Em algumas linhas, o valor da passagem ultrapassa R$ 12, ampliando o impacto no orçamento de milhares de trabalhadores que se deslocam diariamente entre o DF e cidades de Goiás.

O presidente do Diretório Regional do Podemos no DF, Cristian Viana afirmou que não houve participação dos governos por a gestão do contratos e integralmente da ANTT. “Quando os dois governos propuseram a criação do consórcio foi uma proposta para resolver de forma definitiva este drama que acomete nossa população. A própria ANTT é quem deveria ter proposto a criação do consórcio mas a iniciativa partiu dos governadores”, afirmou Cristian Viana, secretário de Estado do Entorno do Distrito Federal.

A correção segue previsão contratual que determina  reajustes anuais na segunda quinzena de fevereiro. Segundo a ANTT, a metodologia leva em conta custos operacionais, como combustível, salários, manutenção da frota e reposição de pneus.

Com a nova tabela, a passagem entre Luziânia e o DF sobe de R$ 10,70 para R$ 10,97. No trajeto entre Águas Lindas de Goiás e Brasília, o valor passa de R$ 11 para R$ 11,43. Já no Novo Gama, uma das tarifas mais elevadas da região, o preço avança de R$ 12,05 para R$ 12,35.

Outros municípios também serão afetados. Em Santo Antônio do Descoberto, a tarifa aumenta de R$ 10,45 para R$ 10,71. Na Cidade Ocidental, o valor passa de R$ 8,65 para R$ 8,87. Em Valparaíso, os preços variam entre R$ 5,18 e R$ 9,39, conforme a linha, após reajuste sobre os antigos R$ 5,05 e R$ 9,15.

Diante do impacto direto sobre a população do Entorno, o secretário da região, Cristian, afirmou que os governos do DF e de Goiás já discutiram alternativas para reduzir o peso das tarifas. Segundo ele, a criação de um consórcio interfederativo, com possibilidade de subsídio, foi sugerida pelos dois governadores no ano passado, mas acabou travada pela decisão da União de não participar da iniciativa. “O subsídio foi proposto justamente para evitar que a população arque sozinha com esse aumento. A falta de adesão da União atrasou todo o andamento”, afirmou.

Cristian também destacou que os governos locais não participaram da definição do reajuste. De acordo com ele, a gestão dos contratos é integralmente da ANTT, o que limita a atuação dos estados e do DF. “Quando os governadores propuseram o consórcio, foi para resolver de forma definitiva esse drama que acomete nossa população. A própria ANTT deveria ter tomado essa iniciativa, mas a proposta partiu dos governos”, disse.

Sobre as linhas que já ultrapassam R$ 12, o secretário classificou o valor como socialmente insustentável. “Não é sustentável e sacrifica a população. Por isso, os governadores, sensíveis a esse peso, propuseram o consórcio para poder gerir o transporte, subsidiar as passagens, aliviar o bolso dos trabalhadores e melhorar a qualidade dos ônibus”, afirmou.

Questionado sobre possíveis contrapartidas das empresas após o reajuste, como melhorias na pontualidade, na lotação e na qualidade dos veículos, Cristian disse que não há informações sobre exigências nesse sentido. “As tratativas do reajuste foram feitas com a ANTT. Não temos conhecimento se foi estabelecida alguma contrapartida”, declarou.

Em relação à integração tarifária ou à criação de um bilhete único entre o Entorno e o DF, o secretário ressaltou que o tema continua limitado pela competência federal. “Enquanto a atribuição for da União, os governos do DF e de Goiás ficam impossibilitados de ajudar na redução das tarifas. Com o consórcio, poderemos finalmente oferecer mais qualidade de mobilidade por um preço justo”, concluiu.

O aumento reacende o debate sobre o modelo de gestão do transporte semiurbano e reforça a pressão por uma solução conjunta entre União, estados e Distrito Federal para reduzir custos e ampliar a qualidade do serviço prestado à população da região metropolitana.

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