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domingo, 22 de fevereiro de 2026
CARREIRA

Chefe tóxico leva funcionários a pedir demissão

Pesquisa indica que um terço dos profissionais já deixou emprego por ambiente tóxico

Luana Avelarpor Luana Avelar em 22 de fevereiro de 2026
Chefe tóxico
Foto: iStock

O impacto de um chefe tóxico pode transformar o emprego dos sonhos em um ambiente de desgaste constante. Relatos de profissionais no Reino Unido expõem rotinas marcadas por humilhações públicas, cobranças excessivas e vigilância permanente, fatores que ultrapassam conflitos de personalidade e configuram um padrão de abuso.

Em uma pequena agência de relações públicas, uma funcionária descreveu cobranças feitas diante de toda a equipe, com ofensas diretas e críticas pessoais. Segundo ela, colegas choravam com frequência e enfrentavam afastamentos por questões de saúde mental. A pressão, inicialmente tratada como rigor profissional, assumiu contornos de hostilidade sistemática.

Chefe tóxico ou liderança inexperiente?

Especialistas distinguem o chefe tóxico do gestor despreparado. Enquanto o chamado “chefe acidental” costuma agir por inexperiência ou falta de formação em liderança, o perfil tóxico se caracteriza por ausência deliberada de empatia, uso do medo como ferramenta de controle e expectativas incompatíveis com a realidade da equipe.

Entre os comportamentos recorrentes estão apropriação indevida de projetos, exclusão social de subordinados e controle excessivo da rotina, inclusive fora do horário de trabalho. Em outro relato, uma profissional afirmou ter recebido ligações e mensagens ao longo de todo o dia, inclusive em folgas. Outra descreveu episódio em que foi constrangida publicamente durante um evento corporativo.

Pesquisas indicam que uma em cada três pessoas já pediu demissão em razão de ambiente considerado tóxico ou de um chefe tóxico. Os efeitos não se restringem ao desconforto momentâneo: ansiedade persistente, queda de desempenho e adoecimento psicológico aparecem como consequências diretas.

Buscar mentoria fora da hierarquia direta pode oferecer orientação segura. Confrontar o gestor em reunião formal, com exemplos concretos, é alternativa possível quando há abertura para diálogo. Também é indicado estabelecer limites claros e preservar espaços de bem-estar fora do trabalho.

O recurso ao setor de Recursos Humanos deve ser avaliado conforme a cultura da empresa. Em situações de abuso reiterado ou risco institucional, a denúncia formal pode ser necessária, ainda que envolva receio de retaliação.

Identificar a diferença entre um conflito pontual e a atuação de um chefe tóxico é passo decisivo para proteger a saúde mental e planejar os próximos movimentos profissionais.

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