Estágio exige postura e proatividade para permanência
Especialista aponta que desempenho e comportamento definem continuidade no estágio
O estágio consolidou-se como uma das principais vias de acesso ao mercado de trabalho formal. Para estudantes do ensino superior, ele representa inserção prática em rotinas corporativas, participação em processos estratégicos e contato direto com a cultura organizacional.
Segundo Jéssica Gondim, gerente de contratos da Companhia de Estágios, o período inicial deve ser encarado como fase estruturante. “O estagiário vivencia um período de treinamentos, aprendizagem e importantes trocas iniciais, que devem ser bem aproveitadas para aprender sobre a cultura da empresa e a dinâmica de trabalho”, explica.
Levantamento da própria companhia indica que 68% dos universitários buscam o estágio prioritariamente para adquirir experiência e aprendizado. Outros 53% querem aprofundar conhecimento na área escolhida, 47% pretendem ingressar no mercado e 35% buscam complementar renda ou custear estudos.
Estágio pode ser rescindido por desempenho e conduta
Apesar de não haver vínculo celetista, o contrato de estágio pode ser rescindido caso a empresa avalie desalinhamento entre comportamento, rendimento e expectativas. “O encerramento de contrato raramente vai ser motivado por uma única razão”, comenta Gondim. “Costuma ser um conjunto de fatores que vão se somando, baixo rendimento aqui, pouco engajamento ali, uma postura um pouco inadequada”, explica.
Entre os fatores que comprometem a permanência no estágio estão falta de proatividade, comunicação ineficiente, ausência de participação em reuniões e dificuldade de compreender o impacto das próprias entregas. Resistência a tarefas operacionais e dependência constante do gestor também pesam negativamente.
A especialista ressalta que o ambiente corporativo observa mais do que capacidade técnica. Postura, convivência e responsabilidade com prazos influenciam diretamente na avaliação. “A empresa que contrata estagiários está investindo na sua formação profissional, de certo modo, apostando no seu potencial. O que cada um faz com este conhecimento será considerado o seu diferencial”, complementa.
Além dos erros recorrentes, atitudes mais graves, como quebra de confidencialidade ou uso indevido de recursos, podem resultar em encerramento imediato do estágio.
Feedback pode reverter risco de desligamento
Nem toda falha resulta em ruptura contratual. Gestores e equipes de RH costumam considerar a curva de aprendizado do universitário. “É sempre possível se aprimorar. Isso passa por aprender a ouvir feedbacks com abertura, refletir sobre os pontos de melhoria e ajustar atitudes no dia a dia, demonstrando comprometimento. Mudanças de postura, organização, responsabilidade e comunicação podem transformar a percepção sobre o estagiário e fazer o que parecia um risco de desligamento se tornar uma oportunidade concreta de efetivação”, diz Gondim.
O estágio, portanto, opera como espaço de formação profissional, onde comportamento, maturidade e iniciativa pesam tanto quanto desempenho técnico.
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