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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
COREIA DO SUL

Lula critica o uso do comércio como “arma” durante visita a Seul

Declaração do presidente foi feita durante durante discurso na Coreia do Sul

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 23 de fevereiro de 2026
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Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o uso do comércio como instrumento de pressão política e defendeu a negociação como caminho para superar disputas internacionais. A declaração foi feita nesta segunda-feira (23), em Seul, durante o encerramento do Fórum Empresarial BrasilCoreia do Sul.

“A melhor resposta à tentativa de usar o comércio como arma é mostrar que é possível alcançar entendimentos mutuamente benéficos por meio do diálogo e da negociação. A relação entre o Brasil e a República da Coreia, dois países ligados por fortes laços humanos e vínculos empresariais, é a prova de que a confiança e a cooperação valem a pena”, afirmou.

A fala ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma nova tarifa global de 10%, depois que a Suprema Corte dos EUA barrou o uso da IEEPA. No sábado (21), o percentual foi elevado para 15%.

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Foto: Ricardo Stuckert/PR

Lula diz não querer nova guerra fria

Durante sua passagem pela Índia, Lula já havia se manifestado sobre o tema. “Quero dizer ao presidente Trump que nós não queremos uma nova Guerra Fria. Não queremos ter preferência por nenhum país, queremos ter relações iguais com todos os países”, disse.

Em Seul, o brasileiro também defendeu a retomada das negociações de um acordo entre o Mercosul e a Coreia do Sul. “O Mercosul está progredindo em tratativas comerciais com diversos países. Depois de duas décadas, assinamos um acordo com a União Europeia, que criou uma das maiores zonas de livre-comércio do mundo”, declarou.

Durante a visita, Brasil e Coreia do Sul assinaram dez acordos de cooperação em áreas comerciais e em minerais críticos. O presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, informou ainda que foi estabelecido um plano de quatro anos para aprofundar relações políticas, econômicas e intercâmbios.

Lula afirmou que também foram firmados entendimentos em saúde, empreendedorismo, agricultura, ciência e tecnologia e combate ao crime organizado transnacional. Destacou potencial de parceria em semicondutores e inteligência artificial, além de oportunidades nos setores de beleza e audiovisual.

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