terça-feira, 13 de outubro de 2026
impasse

Retirada de mogno histórico no Centro de Goiânia é adiada por impasse entre Comurg e Equatorial

Árvore de quase 70 anos, plantada por estudantes da UFG e localizada em frente à Casa da Memória da Justiça Federal, teve corte autorizado após laudo técnico apontar risco de queda, mas operação ainda não tem nova data definida

Micael Mourapor em
mogno
Foto: Google Maps

A retirada do mogno de quase 70 anos que fica em frente à Casa da Memória da Justiça Federal em Goiás, na Rua 20, no Setor Central de Goiânia, ainda não começou. A operação, que estava prevista para ter início no último sábado (21), foi adiada e segue sem nova data confirmada.

Segundo apurou o Jornal Opção, o início dos trabalhos esbarra em um impasse entre a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) e a Equatorial Goiás. A discussão envolve o desligamento da rede elétrica na região, medida considerada necessária para garantir a segurança durante a poda e a retirada da árvore.

Até o momento, não há previsão oficial para o início da remoção, já que o procedimento depende do planejamento e da atuação conjunta entre as duas empresas.

Histórico da árvore

O mogno foi plantado em 1958 por estudantes da Universidade Federal de Goiás (UFG), quando a instituição funcionava no antigo Casarão do Centro, prédio que abrigava a antiga Reitoria da universidade e que atualmente pertence à Justiça Federal.

Cerca de três décadas depois, o exemplar foi declarado imune ao corte pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF), órgão que posteriormente foi incorporado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Em fevereiro deste ano, especialistas da UFG realizaram uma perícia técnica e emitiram laudo apontando risco de queda da árvore, com recomendação expressa para a retirada. Com base na nota técnica, o Ibama publicou ato administrativo revogando a proteção que impedia o corte.

A remoção chegou a ser programada para os dias 21 e 22 de fevereiro; 28 de fevereiro; e 1º, 7 e 8 de março. No entanto, os trabalhos ainda não começaram devido ao debate sobre a necessidade e a viabilidade do desligamento da energia elétrica no entorno durante a operação.

Enquanto o impasse não é resolvido, o mogno histórico permanece no local, à espera de uma definição sobre os próximos passos.

Em nota enviada à reportagem, a Comurg informou que aguarda a definição de uma nova data para a operação e que, por ora, não irá se pronunciar sobre o caso.

“A Comurg aguarda definição de data, por hora, não vamos pronunciar. Questionamentos podem ser feitos na Justiça Federal que fez a solicitação”, diz o posicionamento oficial

Também por meio de nota, a Equatorial Goiás informou que se reuniu nesta terça-feira (24) com a Comurg para tratar da retirada da árvore localizada na Rua 20.

“A Equatorial Goiás informa que se reuniu, nesta terça-feira (24), com a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) para tratar da retirada de uma árvore localizada na Rua 20, em Goiânia. A distribuidora esclarece que está analisando, em conjunto com a Comurg, a melhor forma de contribuir com a execução do serviço, observando os critérios técnicos e de segurança necessários”, informou a concessionária, por meio da assessoria de imprensa.

Em resposta, a Justiça Federal informou que a Equatorial Goiás comunicou a necessidade de instalação de um poste adicional para viabilizar a operação.

Segundo o posicionamento, no dia 7 de março está prevista a descida da rede e a desenergização. Já no dia 8 de março, ocorrerá apenas a desenergização. Nessas duas datas, os três prédios vizinhos e o prédio da Justiça Federal ficarão temporariamente sem energia elétrica.

A Justiça Federal esclareceu ainda que, como a concessionária precisa comunicar os usuários com antecedência mínima de 8 a 10 dias úteis, a previsão é que o serviço ocorra nos dias 7 e 8 de março de 2026.

De acordo com a instituição, não há qualquer impasse. “Todos os procedimentos estão sendo conduzidos dentro da normalidade e com total transparência, como desde o início. A SJGO apenas aguarda a formalização das datas pela Equatorial”, informou em nota.

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