Com crescimento anual, moda fitness consolida expansão em Goiânia
Moda fitness movimenta mais de R$ 23 bilhões e impulsiona polo de Goiânia
A moda fitness consolidou-se como um dos segmentos mais dinâmicos da indústria têxtil brasileira. Mais do que tendência estética, o avanço está ancorado em números robustos, mudança de comportamento e fortalecimento de polos produtivos regionais, como Goiânia, que amplia sua participação no mercado atacadista nacional.
Dados do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI) apontam que o segmento de moda esportiva e fitness cresce acima da média do vestuário tradicional. Estimativas do instituto indicam que o mercado brasileiro de roupas esportivas movimenta mais de R$ 8 bilhões por ano, com taxas médias de expansão anual entre 6% e 8%, mesmo em períodos de desaceleração econômica.
Brasil entre os maiores produtores do Ocidente
Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), o Brasil é o 5º maior produtor têxtil do mundo e o 4º maior produtor de vestuário. A cadeia têxtil e de confecção nacional reúne cerca de 25 mil empresas formais e gera aproximadamente 1,3 milhão de empregos diretos.
Dentro desse universo, a moda esportiva figura entre os segmentos mais resilientes. A ABIT destaca que o crescimento é impulsionado pela ampliação do número de academias — o Brasil já possui mais de 40 mil unidades, sendo o segundo maior mercado do mundo em quantidade — e pela popularização de atividades como corrida de rua, ciclismo e treinos funcionais.

Mercado global de moda fitness supera US$ 300 bilhões
No cenário internacional, o crescimento é ainda mais expressivo. Estudo da Grand View Research estima que o mercado global de roupas esportivas já supera US$ 300 bilhões e deve manter crescimento anual superior a 6% até o fim da década.
Levantamento da Statista indica que o segmento de athleisure — roupas esportivas incorporadas ao uso cotidiano — responde por parcela significativa desse faturamento e mantém trajetória de expansão contínua, impulsionado pela busca por conforto e pela flexibilização das rotinas de trabalho.
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Goiânia fortalece cadeia produtiva regional
Em Goiânia, o avanço do segmento acompanha o fortalecimento do polo atacadista de moda. O complexo Mega Moda, na tradicional 44, reúne 36 lojas dedicadas exclusivamente ao segmento fitness, sendo cerca de 80% com produção própria. O dado revela consolidação de uma cadeia local que envolve criação, confecção e distribuição.
O modelo atacadista de moda fitness atrai lojistas do Centro-Oeste, Norte e Nordeste, ampliando o alcance regional da produção goiana. A diversificação de marcas e o foco em pronta-entrega permitem resposta rápida às tendências e maior competitividade frente aos grandes centros produtores do Sudeste.
Especialistas do setor apontam que a interiorização da moda é reflexo da descentralização do consumo e da ampliação do poder de compra em capitais regionais.

Tecnologia, sustentabilidade e inclusão na moda fitness
Relatórios da WGSN destacam que os próximos ciclos da moda fitness serão guiados por tecidos tecnológicos, com proteção UV, controle térmico e gerenciamento de suor. A sustentabilidade também ganha protagonismo, com uso crescente de fibras recicladas e processos produtivos de menor impacto ambiental.
Outro vetor de crescimento é a ampliação de grades e modelagens inclusivas. A demanda por representatividade e diversidade corporal influencia diretamente o desenvolvimento de coleções e estratégias de mercado.
Com faturamento bilionário na moda fitness, geração expressiva de empregos e expansão consistente no Brasil e no mundo, a moda fitness deixou de ser nicho. Em Goiânia, o fortalecimento do polo atacadista confirma que o segmento se transformou em vetor estratégico para a economia regional e para a indústria da moda nacional.