Anotações de Flávio Bolsonaro expõem articulações do PL nos Estados e provocam reação de aliados
Documento divulgado pela Folha e por O Globo aponta possível composição em Mato Grosso do Sul e menciona pedido de R$ 15 milhões para retirada de candidatura; senador admite autoria, mas nega que decisões estejam fechadas
As anotações divulgadas nesta quarta-feira (26) pelos jornais Folha de S.Paulo e O Globo revelaram como a cúpula nacional do PL avalia o cenário eleitoral nos estados para as eleições deste ano. No caso de Mato Grosso do Sul, o conteúdo não trouxe surpresas quanto à possível formação da chapa majoritária.
Segundo o documento, a candidatura ao governo estadual seria encabeçada pelo atual governador Eduardo Riedel (PP), que disputaria a reeleição. Para as duas vagas ao Senado, os nomes apontados seriam do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e de Capitao Contar (PL).
A divulgação das anotações provocou reação imediata nos bastidores políticos e levantou questionamentos sobre a autenticidade do material. Uma das teses que circulou inicialmente era a de que o texto poderia ser apócrifo. No entanto, essa hipótese perdeu força quando o próprio autor, o senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ), reconheceu publicamente que as anotações eram de sua autoria e que haviam sido feitas à mão.
Apesar de admitir a autoria, Flávio Bolsonaro — que é apontado como pré-candidato à Presidência — negou que o conteúdo representasse decisões definitivas. O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS), citado nas anotações com a informação de que teria solicitado R$ 15 milhões para deixar a disputa pelo governo sul-mato-grossense, também contestou a veracidade da informação. Pollon já declarou que mantém sua pré-candidatura ao Executivo estadual.
As anotações indicam ainda um panorama mais amplo das articulações do partido pelo país. Em Minas Gerais, por exemplo, haveria uma suposta movimentação do PL para afastar o vice-governador Mateus Simoes (PSD) da corrida pela sucessão estadual.
Diante da repercussão, Flávio Bolsonaro afirmou, em entrevista ao O Globo, que as composições estaduais vêm sendo debatidas “há mais de um ano” e que nenhuma definição é oficializada sem o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A divulgação do material deve tensionar ainda mais as negociações regionais do PL, especialmente em estados onde há disputas internas por protagonismo. Resta saber até que ponto o episódio impactará a consolidação das chapas majoritárias e a unidade partidária nas eleições deste ano.
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