Música ajuda no sono e reduz insônia, diz estudo
Especialista explica como sons suaves reduzem a ansiedade e favorecem um sono mais profundo

Como a música atua no organismo
O efeito não é apenas subjetivo. Sons lentos e previsíveis contribuem para sincronizar batimentos cardíacos e ritmo respiratório. Pesquisas indicam que composições com 60 a 80 batidas por minuto tendem a preparar o organismo para o adormecer.
Além disso, ouvir música estimula a liberação de dopamina, neurotransmissor associado ao prazer, e contribui para a redução do cortisol, hormônio ligado ao estresse. “Esse equilíbrio químico no cérebro ajuda não só a adormecer mais rápido, mas também a melhorar a qualidade do sono profundo”, ressalta.
Para potencializar os efeitos, a orientação é priorizar músicas instrumentais, repertório clássico ou sons da natureza, em volume baixo e com ritmo constante. “A previsibilidade do ritmo transmite segurança ao cérebro, evitando surpresas sonoras que poderiam causar despertares noturnos”, explica.
O uso da música, segundo a professora, também pode ser incorporado à rotina de relaxamento fora do quarto. “O importante é usar a música com equilíbrio, intercalando momentos de silêncio e evitando que ela substitua o espaço da reflexão. O som certo, na hora certa, pode ser um grande aliado do bem-estar físico e emocional”, conclui.
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