Cinema ganha força com som imersivo que transforma desertos, palcos e romances em grandes estreias
Produções como Sirât, EPiC Elvis Presley in Concert, A história do som e É tempo de amoras mostram como a música e o silêncio viram protagonistas nas telas
Estreia nos cinemas
O filme revisita especialmente os shows em Las Vegas a partir de 1969, período em que Elvis mantinha uma rotina intensa, muitas vezes com dois espetáculos por dia. Em pouco mais de 90 minutos, o público acompanha ensaios, bastidores e a energia arrebatadora de um artista que transitava entre gospel, blues e country, reafirmando sua presença magnética no palco.

Já em A história do som, do diretor sul-africano Oliver Hermanus, aposta na delicadeza. Estrelado por Josh O’Connor e Paul Mescal, o longa acompanha David e Lionel, que se conhecem às vésperas dos anos 1920 no Conservatório de Música de Boston.
Unidos pela coleta de canções folclóricas, os dois desenvolvem uma relação marcada por sensibilidade e pela escuta atenta, da música e dos próprios sentimentos. Filmado em diferentes países, o projeto transforma o silêncio, as tonalidades e os arranjos em elementos centrais de uma narrativa sobre amor e memória.
A produção É tempo de amoras traz ao centro da cena a veterana Rosamaria Murtinho, que, aos 93 anos, reafirma sua vitalidade artística. No filme dirigido por Anahí Borges, ela interpreta Pasqualina, que constrói uma amizade sensível com a pequena Petrolina.
Com uma carreira que atravessa décadas e um casamento longevo com o ator Mauro Mendonça, Rosamaria celebra a continuidade do trabalho e a valorização dos artistas da terceira idade. O longa aborda afeto, proteção e memória, reforçando que diferentes gerações podem dividir a cena e a vida com mais leveza.
Entre desertos, palcos iluminados e melodias antigas, as estreias da semana mostram que o cinema não é feito apenas para ser visto. Ele é, sobretudo, para ser ouvido, sentido e vivido.
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