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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
Cinema

Cinema ganha força com som imersivo que transforma desertos, palcos e romances em grandes estreias

Produções como Sirât, EPiC Elvis Presley in Concert, A história do som e É tempo de amoras mostram como a música e o silêncio viram protagonistas nas telas

Nívia Menegatpor Nívia Menegat em 27 de fevereiro de 2026
Cinema
Som toma conta das estreias e transforma desertos, palcos e romances em experiências imersivas no cinema. Foto: Reprodução/ Supplied

O cinema vai muito além das imagens grandiosas e dos efeitos visuais. Ele também pulsa no som alto, vibrante e imersivo, capaz de conduzir emoções e ampliar as sensações que transbordam das telas. Nesta semana, estreias que passeiam por raves no deserto, shows históricos e romances embalados pela música mostram como o som pode ser protagonista nas salas escuras.

Selecionado como representante da Espanha na disputa por Melhor Filme Internacional no Oscar, Sirât está cercado de expectativas. Dirigido por Oliver Laxe, o longa parte de uma pergunta provocadora: “Você consegue imaginar sua morte dançando?”

Ambientado no Marrocos, o filme acompanha a travessia de personagens pelo deserto do Saara, em meio a festas rave e encontros improváveis. Na trama, Luis, interpretado por Sergi López, e o filho Esteban saem em busca de Mar, uma parente desaparecida que teria seguido rumo às celebrações no deserto. Com atmosfera contracultural, Sirât combina silêncio, música eletrônica e paisagens áridas para refletir sobre ausência, luto e pertencimento.

Décadas após encantar plateias mundo afora, EPiC: Elvis Presley in Concert leva novamente às telas a força de Elvis Presley. O documentário reúne imagens raras e restauradas de apresentações históricas, como Elvis: That’s the Way It Is e Elvis on Tour, com material disponibilizado pela Warner Bros..

Estreia nos cinemas

O filme revisita especialmente os shows em Las Vegas a partir de 1969, período em que Elvis mantinha uma rotina intensa, muitas vezes com dois espetáculos por dia. Em pouco mais de 90 minutos, o público acompanha ensaios, bastidores e a energia arrebatadora de um artista que transitava entre gospel, blues e country, reafirmando sua presença magnética no palco.

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Som toma conta das estreias e transforma desertos, palcos e romances em experiências imersivas no cinema. Foto: Reprodução/Cinemark

Já em A história do som, do diretor sul-africano Oliver Hermanus, aposta na delicadeza. Estrelado por Josh O’Connor e Paul Mescal, o longa acompanha David e Lionel, que se conhecem às vésperas dos anos 1920 no Conservatório de Música de Boston.

Unidos pela coleta de canções folclóricas, os dois desenvolvem uma relação marcada por sensibilidade e pela escuta atenta, da música e dos próprios sentimentos. Filmado em diferentes países, o projeto transforma o silêncio, as tonalidades e os arranjos em elementos centrais de uma narrativa sobre amor e memória.

A produção É tempo de amoras traz ao centro da cena a veterana Rosamaria Murtinho, que, aos 93 anos, reafirma sua vitalidade artística. No filme dirigido por Anahí Borges, ela interpreta Pasqualina, que constrói uma amizade sensível com a pequena Petrolina.

Com uma carreira que atravessa décadas e um casamento longevo com o ator Mauro Mendonça, Rosamaria celebra a continuidade do trabalho e a valorização dos artistas da terceira idade. O longa aborda afeto, proteção e memória, reforçando que diferentes gerações podem dividir a cena e a vida com mais leveza.

Entre desertos, palcos iluminados e melodias antigas, as estreias da semana mostram que o cinema não é feito apenas para ser visto. Ele é, sobretudo, para ser ouvido, sentido e vivido.

 

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