Lua de Sangue ilumina o céu na madrugada de 3 de março e Brasil terá visão limitada do eclipse total
Fenômeno começa às 3h44 e atinge a totalidade às 6h04, mas amanhecer reduz visibilidade em grande parte do país
Na madrugada de 3 de março, o céu será palco de um eclipse lunar total, fenômeno conhecido como Lua de Sangue. No Brasil, o evento começa às 3h44 (horário de Brasília) e segue até 9h23. Apesar de a totalidade ocorrer nas primeiras horas da manhã, a observação será limitada em boa parte do país, já que o fenômeno acontece próximo ao amanhecer, com a Lua se pondo no horizonte oeste.
O eclipse lunar total ocorre quando há um alinhamento preciso entre o Sol, a Terra e a Lua. Nessa configuração, a Terra se posiciona exatamente entre o Sol e o satélite natural, projetando sua sombra sobre ele. Mesmo sem receber luz solar direta, a Lua não desaparece completamente. Ela adquire uma coloração avermelhada característica porque parte da luz do Sol atravessa a atmosfera terrestre antes de alcançar a superfície lunar. Nesse processo, comprimentos de onda mais curtos, como azul e violeta, são dispersos, enquanto tons de vermelho e laranja conseguem atravessar a atmosfera e iluminar a Lua, criando o efeito que dá origem ao apelido de Lua de Sangue.

Eclipse lunar ao tocar a Lua
O fenômeno se desenvolve em etapas. Às 3h44 tem início o eclipse penumbral, quando a sombra começa a tocar a Lua, em uma mudança ainda pouco perceptível a olho nu. Às 4h50 começa a fase parcial, com a sombra escura cobrindo parte do disco lunar. A totalidade tem início às 6h04, momento em que a Lua fica completamente imersa na sombra da Terra e atinge o tom avermelhado mais intenso. O ápice ocorre durante essa fase, que se encerra às 7h03. Em seguida, a sombra começa a se afastar, marcando o fim do eclipse parcial às 8h17. O fenômeno termina oficialmente às 9h23.
A totalidade poderá ser observada principalmente nas Américas, no Oceano Pacífico, no leste da Ásia e na Oceania. Em partes da América do Sul e da Ásia Central, a visibilidade será parcial, enquanto grande parte da África e da Europa não conseguirá acompanhar o evento. No Brasil, as regiões Norte e Centro-Oeste têm maior chance de observar ao menos o início da fase parcial. Já no Sul, Sudeste e Nordeste, a visibilidade deve se restringir principalmente à fase penumbral, antes do nascer do Sol.
O eclipse lunar pode ser observado com segurança a olho nu, sem necessidade de óculos especiais. Especialistas recomendam procurar um local com horizonte livre, pouca iluminação artificial e céu limpo. Chegar antes do início do fenômeno permite acompanhar a mudança gradual no brilho da Lua. Binóculos podem ajudar na visualização de detalhes, mas não são indispensáveis. A recomendação é também verificar a previsão do tempo, já que a presença de nuvens pode comprometer a observação.
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