sexta-feira, 30 de outubro de 2026
Congresso é a prioridade

PT avança em chapas proporcionais, mas continua sem candidato ao governo

Reunião da bancada do PT discute chapas proporcionais, sem sinalização de definição de nome para o Executivo estadual ou coligação com PSB

Marina Moreirapor em
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Encontro ocorrido do Diretório Estadual do PT que teve como foco principal a definição de nomes para a Alego e Câmara dos Deputados - Créditos: Divulgação

A ausência de uma pré-candidatura progressista em Goiás ainda é realidade, apesar de o Partido dos Trabalhadores (PT) já ter batido o martelo ao afirmar que a legenda vai, sim, disputar o Executivo estadual. 

Muitas são as expectativas em torno da definição de um nome que disputará o Palácio das Esmeraldas pelo PT diante da rivalidade entre os partidos de direita como o MDB, que tem como pré-candidato ao Governo do Estado o vice-governador Daniel Vilela, e o Partido Liberal, que lançou o senador bolsonarista Wilder Morais, que, atualmente, compõe uma das pré-candidaturas mais acirradas com o vice de Ronaldo Caiado (PSD), governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República. 

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PT goiano ainda não bateu o martelo sobre quem vai disputar o Palácio das Esmeraldas – Créditos: Divulgação

Acesse também: Com direita dividida, PT busca união na escolha do candidato ao governo

Presidido pela deputada federal Adriana Accorsi, o PT goiano deve decidir entre o vereador Edward Madureira, o ex-deputado Luis César Bueno, o advogado Valério Luiz, o jornalista Cláudio Curado ou outro nome competitivo que tenha condições, de acordo com o olhar do partido, de disputar o Governo Estadual. 

A previsão é de que o PT de Adriana defina o seu pré-candidato a governador ainda nesta semana, frente a uma reunião realizada na última segunda-feira (2) que teve como foco principal a discussão de formação de chapas proporcionais, ou seja, a definição de nomes do partido para disputar cadeiras na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e na Câmara dos Deputados. 

Participaram do encontro de segunda-feira a dirigente do PT em Goiás, Adriana Accorsi; os deputados estaduais Mauro Rubem, Bia de Lima e Antônio Gomide; e os vereadores de Goiânia Fabrício Rosa, Kátia Maria e Edward Madureira. 

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Reunião da Executiva Estadual do PT – Créditos: Divulgação

Mais espaço no Congresso

O último é visto como um dos mais cotados para compor a nominata para deputado federal do PT, mas fontes próximas à sigla avaliam que há o receio de perder o peso eleitoral de Edward ao lançá-lo como pré-candidato ao Executivo estadual. O PT  trabalha para chegar a três cadeiras na Câmara dos Deputados. Para isso, precisa reeleger Adriana Accorsi e Rubens Otoni, além de conquistar uma terceira vaga de deputado federal. 

“O professor Edward foi reitor da UFG e tem uma experiência que soma bastante. Hoje, o PT tem capilaridade para eleger 3 deputados federais. O partido deve abrir mão de lançar candidato ao governo onde não houver nome competitivo. Essa deve ser a estratégia”, pontua o sociólogo e analista político Jones Matos. 

Possibilidade de aliança

Uma das principais curiosidades em torno da possibilidade de aliança de outros partidos com o PT é a viabilidade ou não da sigla formar coligação com o PSB em Goiás, que tem como diretora estadual a vereadora Aava Santiago. 

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Vereadora de Goiânia e dirigente do PSB Aava Santiago [ao centro] com Elias Vaz, ex-presidente do PSB e Karlos Cabral – Créditos: Divulgação
Porém, ao ser questionada pela reportagem do O HOJE sobre a movimentação política de seu partido em meio à indefinição de um nome do PT para concorrer ao Palácio das Esmeraldas, a dirigente do PSB, que afirmou publicamente estar interessada em disputar vaga de deputada federal, disse que, neste momento, não há novas articulações entre o PSB e o PT. 

A vereadora destacou que a relação entre PSB e PT é positiva, tanto no campo institucional quanto entre suas lideranças, e que mantém diálogo próximo com integrantes do PT. 

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Aava, ao lado de Adriana Accorsi e demais parlamentares do PT, além da representante do ministro Guilherme Boulos (PSOL), durante programa de assistência social do Governo Federal realizado em Goiânia – Créditos: Maju Soares/O HOJE

Ausência de proximidade entre partidos

No entanto, Aava esclarece que nunca foi procurada formalmente pela sigla para tratar de uma eventual composição, reforçou que está totalmente focada na montagem das chapas proporcionais e que, neste momento, não segue nas tratativas de pautas relacionadas a uma possível disputa majoritária. 

Diante de tal conjuntura política, estudiosos em política avaliam que o melhor caminho para o PSB em Goiás perpassa por uma aliança com outros partidos. “Para se viabilizar, Aava precisa se juntar com algum bloco. Sozinho, o PSB não tem força no Estado”, avalia Jones Matos. (Especial para O HOJE)

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Tags:
Aliança Chapas proporcionais congresso Governo estadual PSB PT

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