Bruno Gagliasso denuncia violência contra mulheres em vídeo
Ator afirma que agressões e feminicídios revelam padrão estrutural no país
O ator Bruno Gagliasso voltou a usar as redes sociais para se posicionar sobre a violência contra mulheres. Em um vídeo publicado nesta quarta-feira (4), ele afirmou que decidiu retomar o tema diante da frequência de casos de feminicídio, agressões e abusos registrados no Brasil.
Durante a gravação, Bruno Gagliasso afirmou que o problema não pode ser tratado como episódios isolados. “Não param de morrer mulheres assassinadas por homens. Não param de ser estupradas por homens. Não param de ser agredidas, ameaçadas, silenciadas por homens. Então não, isso não é um caso isolado. Isso é padrão”, declarou.
Bruno Gagliasso cobra posicionamento dos homens
No vídeo, Bruno Gagliasso também direcionou a mensagem ao público masculino. Segundo ele, demonstrar respeito apenas em discursos ou publicações nas redes sociais não é suficiente se comportamentos abusivos continuam sendo tolerados no cotidiano.
“Não adianta postar homenagem bonita, dizer que ama e respeita, e encobrir abuso vindo de outros homens. Rir de piada violenta ou passar pano para amigo agressivo não é respeito. Isso é cumplicidade”, afirmou.
O ator também comentou sobre situações envolvendo adultos e menores de idade, destacando que esse tipo de relação configura crime.
“Menina não é mulher. Adolescente não é quase adulta. Criança não provoca adulto. Adulto que ultrapassa esse limite comete crime”, disse.
Paternidade reforça posicionamento
Casado com Giovanna Ewbank e pai de Títi, Bless e Zyan, Bruno Gagliasso afirmou que a experiência da paternidade tornou o tema ainda mais próximo de sua realidade.
“Eu sou pai de menina. Isso muda tudo. Não é estatística, é alguém que pode ser minha filha, sua irmã, sua mãe”, afirmou.
Ao final do vídeo, o ator reforçou que pretende continuar abordando o assunto sempre que considerar necessário.
“Eu voltei para falar do mesmo assunto, sim, e vou continuar voltando sempre que precisar. Porque ficar calado é ser cúmplice”, concluiu.
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