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quarta-feira, 4 de março de 2026
ESCALADA NO ORIENTE MÉDIO

Conflito no Irã avança para o 5º dia com EUA falando em vitória

Secretário de Defesa dos EUA afirma que Washington está vencendo de forma “decisiva” e promete ampliar ofensivas

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 4 de março de 2026
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Foto: Reprodução/ @SecWar

A guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel chegou ao quinto dia com ampliação dos bombardeios, aumento no número de mortos e discursos que indicam continuidade das operações militares. Em coletiva no Pentágono, nesta quarta-feira (4), o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que Washington está vencendo o confronto de forma “decisiva” e prometeu novas ofensivas contra o território iraniano.

Segundo ele, as forças dos EUA já teriam alcançado “resultados históricos”, com a destruição da Força Aérea iraniana e o colapso da Marinha do país.  “A Força Aérea do Irã não existe mais. A Marinha deles descansa no fundo do Golfo Pérsico. (…) Eles estão acabados e sabem disso”, afirmou.

Hegseth confirmou ainda que um submarino norte-americano afundou, em águas internacionais, um navio de guerra iraniano identificado como “Soleimani”. De acordo com o secretário, foi o primeiro afundamento de uma embarcação inimiga por torpedo desde a Segunda Guerra Mundial. Autoridades do Sri Lanka afirmaram que ao menos 87 pessoas morreram após o ataque a um navio iraniano no Oceano Índico.

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Foto: Reprodução/ @SecWar

Crise no Oriente Médio

O estopim do conflito teve início no sábado (28), quando os EUA e Israel lançaram bombardeios contra alvos militares e nucleares no Irã. No ataque, morreu o líder supremo Ali Khamenei, e outras autoridades políticas iranianas. Desde então, Teerã passou a retaliar com mísseis e drones contra Israel e contra países do Golfo que abrigam bases militares norte-americanas.

No centro da crise está o programa nuclear iraniano. Os EUA e Israel afirmam que a ofensiva busca impedir que o país avance na capacidade de produzir uma arma nuclear.

Nesta quarta-feira, Israel anunciou uma nova onda de ataques a Teerã. Explosões foram registradas em diferentes regiões da capital iraniana. Em resposta, o Irã ampliou os disparos contra Israel e contra países como Catar e Kuwait. O governo kuwaitiano informou ter interceptado projéteis em seu espaço aéreo. Embora não participem diretamente da guerra, esses países sediam instalações militares dos EUA e passaram a ser considerados alvos de retaliação.

 

Vítimas do conflito entre Irã, Israel e EUA

O conflito também se espalhou para o Líbano, onde Israel abriu uma frente contra o Hezbollah no início da semana. Tropas israelenses entraram na cidade de Khiam, próxima à fronteira, enquanto moradores do sul libanês foram orientados a deixar a região em direção ao norte do rio Litani. O Ministério da Saúde do Líbano registra 50 mortos no país.

No Irã, o número de vítimas ultrapassa mil, segundo o Crescente Vermelho iraniano. A mídia estatal fala em 1.045 mortos desde o início dos ataques. Há registros de mortes também em Israel, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Omã. Ainda, seis militares norte-americanos morreram após um ataque a uma base no Kuwait.

Escolha de um novo líder supremo

Outro foco de tensão envolve a sucessão política em Teerã. Com a morte de Khamenei, cabe à Assembleia dos Peritos escolher o novo líder supremo. O órgão, que foi bombardeado por Israel na terça-feira (3), afirmou estar “perto” de anunciar o sucessor. o governo israelense declarou que qualquer novo dirigente que mantenha a política de confronto será considerado “um alvo inequívoco para eliminação”.

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Foto: Reprodução/ @khamenei_ir

A crise também afeta o mercado de energia. Teerã anunciou o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial. O presidente Donald Trump disse que os EUA podem escoltar navios petroleiros para enfrentar o bloqueio, enquanto a Guarda Revolucionária sustenta ter controle total da área.

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