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quarta-feira, 4 de março de 2026
Copacabana

Em Copacabana, jovens de 18 e 19 anos são presos por estupro coletivo após emboscada contra adolescente

Último adulto investigado se entrega à polícia no Rio e Justiça decreta prisão preventiva dos acusados denunciados pelo Ministério Público

Nívia Menegatpor Nívia Menegat em 4 de março de 2026
Caso em Copacabana
Jovens de 18 e 19 anos são presos por estupro coletivo contra adolescente em Copacabana após emboscada planejada. Foto: Reprodução/ Metrópoles

Na tarde desta quarta-feira (4), Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, suspeito de envolvimento no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, teve o mandado de prisão cumprido. Ele era o último adulto investigado a ser preso e se apresentou na 54ª. A vítima não teve sua identidade revelada.

Mais cedo, também nesta quarta-feira, Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, filho do subsecretário José Carlos Costa Simonin, advogado com atuação em frentes de direitos humanos, se entregou na 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), onde foi preso.

Outros dois suspeitos já haviam sido detidos na terça-feira (3) e responderão pelo crime de estupro.

Caso em Copacabana

De acordo com o relato da vítima, o crime ocorreu em 31 de janeiro. Ela afirmou ter recebido uma mensagem de um colega de escola, que a convidou para ir à casa de um amigo. Ao chegar ao prédio, o adolescente teria insinuado que fariam “algo diferente”, proposta que foi recusada por ela.

Já no interior do apartamento, a jovem foi levada a um quarto, onde teria sido trancada com outros três rapazes, que insistiam para que mantivesse relações com eles. Diante da negativa, segundo o depoimento, os envolvidos passaram a se despir e a praticar atos libidinosos mediante violência física e psicológica.

Caso em Copacabana
Jovens de 18 e 19 anos são presos por estupro coletivo contra adolescente em Copacabana após emboscada planejada. Foto: Reprodução/ Rede Social

A adolescente relatou que foi segurada pelos cabelos, agredida com um chute na região abdominal e impedida de deixar o quarto.

Também afirmou que um dos suspeitos perguntou se a mãe dela costumava vê-la sem roupa, em referência às possíveis marcas de agressão e sangramentos.

O delegado Ângelo Lajes classificou o caso como uma “emboscada planejada”. Segundo ele, a vítima foi atraída pelo ex-namorado, colega de escola, sob o pretexto de um encontro.

“Foi uma emboscada planejada, em que a vítima foi enganada por meio de um convite simulado feito por um dos agressores, que já havia se relacionado com ela e estuda no mesmo colégio. A partir dessa relação de confiança, ela foi ao imóvel para se encontrar com ele. No entanto, o quarto foi invadido por outros quatro adultos, que praticaram violência sexual, agressões físicas e violência psicológica”, afirmou o delegado.

Dois dos suspeitos foram desligados do Colégio Pedro II. Os investigados maiores de idade foram identificados pela polícia como Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos; Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18; João Gabriel Xavier Bertho, de 19; e Matheus Veríssimo Zoel Martins, também de 19 anos.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro ofereceu denúncia contra os acusados, e o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro expediu mandados de prisão preventiva por meio da 1ª Vara Especializada em Crimes Contra Crianças e Adolescentes.

 

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