Sócia de Virginia já teve negócio com “Japa do PCC”
Antes da criação da marca de cosméticos WePink, Samara Pink manteve sociedade em uma rede de beleza com empresária que hoje é investigada por suspeita de lavagem de dinheiro
Antes de se tornar sócia da influenciadora Virginia Fonseca na criação da marca de cosméticos WePink, a empresária Samara Pink teve outra parceria empresarial que hoje chama atenção por causa de uma investigação criminal. Anos antes do novo empreendimento, ela dividiu negócios com Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como “Japa do PCC”.
A sociedade começou em 2015, quando Samara Cahanovich Martins — hoje Samara Strabile — e Karen iniciaram um projeto no setor de beleza. Em 2017, elas abriram a primeira unidade da PinkLash, rede especializada em extensão de cílios que posteriormente se expandiu pelo país por meio de franquias.
Segundo a defesa de Karen Mori, a parceria era estruturada com divisão igualitária de participação nos lucros e responsabilidades administrativas.
Expansão e ruptura da sócia de Virginia
Nos primeiros anos, a PinkLash cresceu rapidamente e chegou a ter dezenas de unidades espalhadas pelo Brasil. O negócio também ganhou visibilidade nas redes sociais e recebeu a visita de influenciadores e artistas.
Em 2018, o empresário Thiagho Strabile, então companheiro de Samara e hoje seu marido, passou a integrar a sociedade. A relação entre as empresárias, porém, teria se desgastado nos anos seguintes.
Segundo a defesa de Karen, a ruptura ocorreu por volta de 2021, quando Samara se aproximou de Virginia Fonseca e decidiu investir em um novo negócio no setor de cosméticos.
“Conheci a Virginia através da Pink Lash”, contou Samara em entrevista anterior. “Ela veio fazer os cílios comigo e então nos tornamos íntimas. Depois começamos a pensar em fazer negócios juntas”.
Investigação
Karen Mori passou a ser investigada pelo Ministério Público de São Paulo em um caso que apura suspeitas de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela é viúva de Wagner Ferreira da Silva, conhecido como “Cabelo Duro”, apontado como integrante da facção criminosa e morto em 2018.
Em fevereiro de 2024, Karen foi presa na zona leste de São Paulo. Na operação, a polícia apreendeu mais de R$ 1 milhão e cerca de US$ 50 mil em dinheiro.
A defesa afirma que os valores têm origem em atividades empresariais e na venda de participações em empresas. Atualmente, a empresária responde ao processo em liberdade, sob medidas cautelares.
A reportagem tentou contato com a assessoria de Samara Pink e com representantes das empresas PinkLash e WePink, mas não obteve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.
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