segunda-feira, 9 de março de 2026
Rompimento

Aava reage a pedido de cassação do PSDB e afirma que saída do partido teve aval de Marconi Perillo

Vereadora diz ter sido tratada de forma desigual dentro da sigla e sustenta que mudança para o PSB ocorreu após meses de conversas internas

Bruno Goulartpor Bruno Goulart em 9 de março de 2026
Aava reage a pedido de cassação do PSDB e afirma que saída do partido teve aval de Marconi Perillo
Com saída do PSDB, Aava assumiu presidência do PSB, em Goiás. Foto: Câmara de Goiânia

A vereadora Aava Santiago (PSB) reagiu publicamente, neste domingo (8), ao pedido de cassação de seu mandato apresentado pelo PSDB por infidelidade partidária. Em vídeo divulgado nas redes sociais, a parlamentar criticou a decisão da legenda e afirmou que sua saída do partido foi previamente comunicada e discutida com lideranças tucanas, incluindo o ex-governador Marconi Perillo.

Segundo Aava, a mudança para o PSB ocorreu após meses de diálogo interno e teria contado com a compreensão de Perillo. A vereadora afirma que permaneceu no partido até o início deste ano por respeito a um pedido feito pelo ex-governador. Ainda assim, diz ter sido surpreendida com a ação judicial movida pela direção estadual da sigla.

Além disso, a parlamentar argumenta que enfrentou dificuldades dentro do próprio partido ao longo de seu mandato. Entre os pontos citados estão episódios de tensão interna, decisões partidárias tomadas sem debate e, segundo ela, tentativas de enfraquecimento político de sua atuação na Câmara de Goiânia.

Mulher mais votada da Câmara de Goiânia

Outro argumento apresentado por Aava diz respeito ao financiamento de campanha nas eleições de 2024. A vereadora afirma que recebeu R$ 50 mil do fundo eleitoral, enquanto o então candidato a prefeito e atual presidente estadual do PSDB, Matheus Ribeiro, teria recebido cerca de R$ 3 milhões. Ela sustenta que, mesmo com recursos muito menores, conquistou votação expressiva e se tornou a mulher mais votada da história da Câmara Municipal de Goiânia.

Nesse contexto, a vereadora classifica como incoerente o uso do financiamento eleitoral como justificativa para questionar sua permanência no mandato. Segundo ela, o argumento ignora a diferença de recursos entre as campanhas e desconsidera o resultado obtido nas urnas.

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Aava também afirmou que, durante os anos em que esteve no PSDB, assumiu a defesa pública do partido em momentos de desgaste político e ajudou a reconstruir a presença da sigla na política goianiense. De acordo com a parlamentar, sua candidatura em 2020 ocorreu em um período em que a legenda enfrentava baixa popularidade.

Por fim, a vereadora lamentou que a iniciativa para cassar seu mandato tenha sido tomada justamente no mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher. Na avaliação dela, a medida busca silenciar uma das principais vozes de oposição na capital.

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