segunda-feira, 9 de março de 2026
TENSÃO

EUA avaliam classificar PCC e CV como organizações terroristas

A decisão do governo norte-americano, pode ser anunciada nos próximos dias pelo Departamento de Estado

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 9 de março de 2026
EUA podem classificar PCC e CV como organizações terroristas
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Foto: Divulgação/ Casa Branca)

O governo dos Estados Unidos avalia classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas estrangeiras. A decisão, que pode ser anunciada nos próximos dias pelo Departamento de Estado, foi revelada pela colunista Mariana Sanches, do UOL.

A eventual designação como organização terrorista abre caminho para uma série de sanções nos Estados Unidos. Entre elas estão o congelamento de ativos sob jurisdição norte-americana e o bloqueio de acesso ao sistema financeiro do país. A medida também impede que cidadãos ou entidades dos EUA ofereçam “apoio material” às organizações, o que inclui o fornecimento de armas.

Coalizão internacional contra cartéis e organizações terroristas

O debate ocorre em meio à prioridade dada pela Casa Branca ao combate ao tráfico de drogas no continente americano. O tema ganhou destaque em um encontro promovido por Trump com lideranças políticas de direita da América Latina, realizado em Miami e chamado de “Escudo das Americas”.

Escudo das Américas se reúnem pela primeira vez em Miami
Líderes reunidos em cúpula do “Escudo das Américas” (Foto: Divulgação/ Casa Branca)

Durante a cúpula, o presidente norte-americano anunciou a criação de uma coalizão internacional formada por 17 países com o objetivo de enfrentar cartéis e organizações classificadas como terroristas no Hemisfério Ocidental. A iniciativa foi formalizada por meio de uma proclamação assinada por Trump e publicada no site da Casa Branca.

No documento, o presidente afirma que cartéis e gangues transnacionais exercem controle territorial, influenciam sistemas políticos e judiciais e utilizam violência e terrorismo para alcançar seus objetivos. Segundo ele, a cooperação entre os países participantes buscará reduzir o domínio dessas organizações e ampliar a capacidade de combate.

A reunião ocorreu na Flórida e contou com a presença de líderes e representantes latino-americanos, como Javier Milei, da Argentina, José Antonio Kast, do Chile, e Nayib Bukele, de El Salvador. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, não foi convidado.

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