PT se concentra nas chapas proporcionais e aguarda orientação nacional
Partido discute pré-candidaturas majoritárias, mas foco segue na ampliação da bancada na Câmara dos Deputados
Apesar de todas as movimentações em torno da definição da pré-candidatura ao governo estadual, a executiva do PT goiano concentra os esforços, sobretudo, na montagem das chapas proporcionais do partido. A legenda trabalha para ter uma nominata robusta na disputa pelo Legislativo federal e quer ampliar o espaço petista na bancada goiana na Câmara dos Deputados.
Presidente estadual do PT, a deputada federal Adriana Accorsi é quem tem conduzido o processo de montagem da nominata petista. Ao O HOJE, a parlamentar afirmou que o objetivo nas eleições deste ano é “fortalecer a bancada, especialmente na Câmara dos Deputados”.
O objetivo da legenda é assegurar as duas cadeiras, de Accorsi e de Rubens Otoni, e possivelmente ampliar a presença na bancada goiana para três deputados federais. Além da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a ampliação de uma bancada progressista e comprometida com as pautas do governo federal na Casa Baixa é uma das metas do partido para as eleições deste ano.
Ainda sem definição completa de quem serão os nomes da sigla na corrida pela Casa Baixa em Goiás, o vereador licenciado Edward Madureira e o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, se destacam entre os pré-candidatos mais cotados para angariar uma possível terceira vaga.
Adriana também tratou de rechaçar qualquer possibilidade de ser o nome do PT ao Palácio das Esmeraldas e garantiu que irá ser candidata à reeleição com o aval de Lula. Alguns rumores recentes apontaram que a deputada poderia disputar o cargo a pedido do presidente, mas a parlamentar descartou a ideia.
“Recentemente, em conversa pessoal com nosso maior líder, o presidente Lula, ele me orientou que devo ser candidata à reeleição como deputada federal e esta é minha decisão”, disse Accorsi.
Mesmo com o movimento da legenda de lançar um candidato ao governo estadual com o objetivo de garantir um palanque a Lula em Goiás, uma candidatura de Accorsi ao Governo do Estado significaria uma perda e tanto na chapa do partido à Câmara.
Em 2022, a deputada foi eleita com 96.714 votos, a mais bem votada da legenda e a sexta com mais votos no resultado geral. O entendimento é que, para o PT, não vale a pena desfalcar a nominata para deputado federal em virtude de uma candidatura ao Governo do Estado.
Leia mais: Lula escala Haddad para enfrentar Tarcísio na disputa pelo governo de São Paulo
Orientação da direção nacional
Além disso, o partido foca nas nominatas visto que a definição de uma candidatura ao Governo do Estado passa por uma orientação da direção nacional petista e do presidente Edinho Silva.
Edward, cotado para disputar o Executivo estadual para além da Câmara, explicou à reportagem de O HOJE que todas as definições dependem da orientação da executiva nacional do partido, mas que uma candidatura ao governo estadual não é seu objetivo atualmente.
“Essa decisão vai ter a participação efetiva do PT nacional. E essas construções nacionais a gente não sabe de tudo, porém, hoje isso não está no radar”, afirmou o parlamentar. Segundo Edward, enquanto a decisão não acontece, ele já movimenta sua pré-campanha à Casa Baixa. “Não posso esperar por isso, já tenho que trabalhar no meu objetivo, na minha pré-campanha de deputado”, frisou o vereador.