Suspeito ligado a facção do Rio de Janeiro, morre após confronto com policiais em Aparecida de Goiânia
Suspeito de 27 anos teria reagido à abordagem policial no Jardim Buriti Sereno e foi baleado durante troca de tiros; na casa, polícia encontrou drogas, arma e indícios de ponto de apoio do crime
Na madrugada deste domingo (8), Hitalo Flávio de Oliveira, de 27 anos, apontado como integrante de uma facção criminosa com origem no Rio de Janeiro, morreu após trocar tiros com policiais militares da Companhia de Policiamento Especializado (CPE), em Aparecida de Goiânia. O confronto ocorreu no Jardim Buriti Sereno, durante uma tentativa de abordagem.
Segundo a Polícia Militar, equipes da CPE iniciavam o procedimento de aproximação quando foram recebidas a tiros pelo suspeito, em frente à residência onde ele morava. Hitalo foi baleado durante o confronto e chegou a receber atendimento de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Nenhum policial ficou ferido.
Dentro da casa, os militares constataram que o imóvel funcionava como ponto de apoio para atividades criminosas. No local foram encontrados tabletes de maconha, porções de cocaína, uma balança de precisão e uma pistola calibre .380, arma que teria sido utilizada pelo suspeito para atirar contra os policiais. Todo o material foi apreendido pela Polícia Técnico-Científica, responsável pela perícia.
De acordo com informações levantadas pelo setor de inteligência da CPE, Hitalo atuava no comércio ilegal de drogas e armas de fogo em Goiânia e na região metropolitana. Nas redes sociais, ele costumava publicar fotos exibindo fuzis. Em uma das imagens, aparece ao lado de uma mulher, apontada como sua namorada, também armada com um fuzil.
Histórico criminal do suspeito
Hitalo Flávio de Oliveira possuía antecedentes por roubo, tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e ameaça. Para demonstrar poder dentro da organização e entre grupos rivais, ele também compartilhava vídeos de visitas a comunidades do Rio de Janeiro e imagens ao lado de outros homens armados.
Ainda segundo as investigações, por manter ligação com a facção carioca, o suspeito teria participado da organização de um foguetório em Aparecida de Goiânia em “homenagem” a criminosos mortos durante uma megaoperação realizada no Rio de Janeiro em outubro do ano passado.
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