quarta-feira, 11 de março de 2026
pet em risco

Você sabia? A mudança do clima pode adoecer cães e gatos

Queda brusca da umidade expõe cães e gatos a alergias, parasitas e doenças respiratórias e a prevenção começa antes dos sintomas aparecerem

Luana Avelarpor Luana Avelar em 11 de março de 2026
cães e gatos
Foto: divulgação

O calendário ainda marca o outono, mas para os pets brasileiros, especialmente no Centro-Oeste, a virada climática já cobra seu preço. A passagem do período chuvoso para a seca não é apenas uma mudança de paisagem: é uma janela aberta para doenças que avançam em silêncio, aproveitando o desequilíbrio ambiental para atacar cães e gatos em ambientes domésticos.

Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam que a umidade relativa pode cair até 50 pontos percentuais entre março e maio no Centro-Oeste. Dermatites, otites e problemas respiratórios estão entre os diagnósticos mais recorrentes nessa época do ano.

Sinais que não podem ser ignorados

Para Júlio Cesar de Castro, mestre e professor de Medicina Veterinária, o problema começa antes de o tutor perceber qualquer sintoma. “Com a redução da umidade relativa do ar, observamos uma maior suspensão de antígenos ambientais, o que predispõe cães e gatos a crises alérgicas e ao comprometimento das barreiras respiratórias. Além disso, a estabilidade térmica deste período favorece o ciclo de vida dos carrapatos, elevando o risco de hemoparasitoses graves. O check-up de outono é essencial para monitorar a imunidade e garantir que o animal esteja protegido contra esses agentes antes do auge da seca”, explica.

O veterinário orienta os tutores a ficarem atentos a coceira persistente, vermelhidão na pele e espirros frequentes de cães e gatos. “Além da investigação laboratorial, a manutenção da saúde da pele e o controle rigoroso de ectoparasitas, como pulgas, sarnas e carrapatos, são cuidados rotineiros indispensáveis para prevenção de quadros inflamatórios ou infecciosos graves durante a estiagem”, alerta.

Casa limpa, cães e gatos saudáveis 

A higiene do ambiente é igualmente decisiva. Júlio recomenda saneantes com quaternário de amônia, “priorizando produtos com pH neutro e isentos de fragrâncias intensas, que são potentes irritantes de mucosas no período seco”. Amaciantes hipoalergênicos em camas e mantas são indicados. Aguardar a secagem do piso antes de liberar o acesso do animal previne dermatites de contato.

A hidratação merece atenção especial. O ar seco acelera a perda hídrica imperceptível, e os gatos, mais seletivos por natureza, exigem criatividade. 

“Sorvetes caseiros são excelentes aliados. Basta congelar em fôrmas de gelo uma mistura de água de coco com frutas seguras, como banana, morango ou mirtilo (blueberry). Além de hidratar, essa prática promove o enriquecimento ambiental e oferece um aporte natural de antioxidantes, tornando a rotina de cuidados muito mais prazerosa para o pet”, conclui.

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