quarta-feira, 11 de março de 2026
Banco Master

Pesquisa indica que escândalo do Master é associado ao STF

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (11) pela consultoria Meio/Ideia aponta que, entre os brasileiros que conhecem o escândalo envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master, quase 70% afirmam que a credibilidade do Supremo Tribunal Federal foi prejudicada

Paula Costapor Paula Costa em 11 de março de 2026
Banco Master
Levantamento aponta impacto negativo na imagem do Supremo Tribunal Federal e mostra que eleitores associam o escândalo à Corte e tendem a apoiar candidatos ao Senado favoráveis ao impeachment. Crédito: STF.

Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (11), pela consultoria Meio/Ideia, indica que o chamado “caso Master” pode provocar impactos políticos relevantes sobre a imagem do Supremo Tribunal Federal (STF). O levantamento, realizado entre os dias 6 e 10 de março, com 1.500 entrevistas telefônicas em todo o país, aponta que, entre os brasileiros que afirmam conhecer o escândalo envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, a maioria percebe prejuízo à credibilidade da Corte.

De acordo com a sondagem, 48% dos entrevistados dizem já ter ouvido falar do caso Master, que envolve questionamentos sobre a relação entre integrantes do STF e o empresário investigado. Entre aqueles que afirmam conhecer o episódio, 35% associam diretamente o escândalo ao Supremo, índice superior ao observado para outros atores políticos. Para 21,3% dos entrevistados, o caso está relacionado ao governo federal, enquanto 17,9% vinculam o episódio ao Congresso Nacional. Outros 25,8% apontam responsabilidade compartilhada entre STF, governo e Parlamento.

O levantamento também indica que a repercussão política do caso pode afetar a avaliação pública da Corte. Entre os entrevistados que disseram conhecer o episódio, 69,9% afirmam que a credibilidade do STF foi prejudicada pelas denúncias e desdobramentos do escândalo. Em contraste, 17,1% avaliam que a imagem da instituição permanece preservada, enquanto 13,7% afirmam não ter opinião formada sobre o impacto.

A pesquisa ressalta que o objetivo do levantamento não é apontar responsabilidades jurídicas, mas medir a percepção pública diante da crise política associada ao caso.

Outro dado apontado pelo estudo sugere que o tema pode ganhar espaço no debate eleitoral, especialmente nas disputas para o Senado. Segundo a sondagem, 75% dos entrevistados que associam o escândalo ao STF afirmam ter maior propensão a votar em candidatos que defendam o impeachment de ministros da Corte, processo que, pela Constituição, deve ser analisado e julgado pelo Senado Federal.

No detalhamento das respostas, 44% dos entrevistados afirmam que a promessa de apoiar o impeachment de ministros do STF aumentaria sua disposição de voto em candidatos ao Senado. Para 33%, essa posição não altera a decisão eleitoral, enquanto 15,5% dizem que tal proposta reduziria a probabilidade de apoiar um postulante ao cargo.

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