quinta-feira, 12 de março de 2026
Descaso com a educação

Pais denunciam falta de auxiliares em CMEI e relatam superlotação de turmas

De acordo com responsáveis, a unidade está sem três auxiliares de atividades educativas; SME afirma que afastamentos são pontuais

João Césarpor João César em 12 de março de 2026
CMEI
Sintego continua a pressionar a prefeitura para convocar aprovados no cadastro reserva do concurso - Foto: Reprodução/Google Maps

Pais de crianças que estudam no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Raimundo Lisboa Pereira, antigo CMEI Pedro Ludovico, estão denunciando que não há auxiliares de atividades educativas do turno vespertino suficientes para atender a unidade. De acordo com uma das mães, a unidade possui seis turmas, das quais três estão apenas com os professores.

Ela explicou que existem quatro agrupamentos na unidade de ensino (uma turma A, duas turmas B, duas turmas C e uma turma D) e que cada um contava com um professor e um auxiliar, mas que desde janeiro, para três turmas, apenas o professor estava disponível. Além da falta dos servidores para a sala de aula, o CMEI também sofre com falta de outros profissionais.

A solução encontrada foi juntar as turmas que estão sem auxiliares, com as turmas que possuem auxiliares, aumentando o número de crianças por salas, já que cada uma possui entre 20 e 22 crianças. Porém, segundo Ana Paula Watanabe, mãe de uma das alunas, isso tem causado regresso no desenvolvimento das crianças. “O bebezinho que já aprendeu a andar, que já desfraldou, que não usa mamadeira e que não usa chupeta, vê o coleguinha que tá com fralda, quer usar fralda de novo, quer mamar de novo, quer usar chupeta de novo. Então, a gente tem visto um regresso de aprendizado dos bebês”, relata uma mãe.

Em nota a Secretaria Municipal de Educação (SME) informou que realmente três auxiliares de atividades educativas do turno vespertino do CMEI Raimundo Lisboa Pereira, encontram-se afastados, sendo duas por licença médica e uma vaga temporária. De acordo com a pasta, essa é uma situação pontual e que não causa prejuízo ao funcionamento da unidade, seguindo normalmente com o atendimento das crianças

Além disso, a SME ressaltou que um processo seletivo simplificado para substituição de servidores em afastamentos temporários está em andamento. Paralelamente, também está sendo realizado o remanejamento de servidores para a unidade.

O Sindicato de Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), disse que segue cobrando a gestão municipal para que realize a convocação dos candidatos aprovados do cadastro de reserva do concurso público de Goiânia, para que situações como essa sejam solucionadas.

 

Educação recebe mais de R$ 21 mi

11 abre 2 Sala de aula em CMEI Foto Angela Macario Prefeitura de Goiania
Solução encontrada pela unidade pode atrapalhar o desenvolvimento das crianças – Foto: Ângela Macário/Prefeitura de Goiânia

Essa denúncia acontece logo após a Prefeitura de Goiânia anunciar que será repassado para escolas e unidades de Educação Infantil mais de R$ 21 milhões. O primeiro repasse foi autorizado na última semana, no dia 3 de março, no Diário Oficial do Município. Os recursos financeiros são do Programa de Autonomia Financeira das Instituições Educacionais (Pafie), referente ao primeiro trimestre de 2026.

De acordo com a medida, os recursos foram encaminhados diretamente às escolas e centros municipais de Educação Infantil, para despesas de custeio, apoio às atividades escolares e alimentação escolar. Do total de recursos previsto, R$ 16 milhões serão aplicados no custeio da pré-escola (regular e integral), ensino fundamental (regular e integral), Atendimento Educacional Especializado (AEE) e Educação de Jovens e Adultos (EJA). Os R$ 5 milhões restantes serão destinados ao financiamento da primeira etapa da educação infantil (creche regular e integral). 

 

A portaria estabelece que a aplicação dos recursos deverá seguir as categorias econômicas previstas no Plano de Aplicação aprovado pelo Conselho Escolar ou Conselho Gestor de cada unidade, além de obedecer às normas da Lei nº 8.183, de 17 de setembro de 2003, e às regulamentações do Pafie. De acordo com as regras do programa, os recursos devem ser utilizados até 31 de março e as unidades educacionais devem apresentar a prestação de contas no prazo máximo de 20 dias após o encerramento do primeiro trimestre do exercício de 2026.

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