Dia Mundial do Rim chama atenção para doenças que podem evoluir sem sintomas
A atenção para esse problema ganha destaque nesta quinta-feira (12), data em que é celebrado o Dia Mundial do Rim
Pequenos, discretos e extremamente eficientes, o rim exerce funções essenciais para o funcionamento do organismo. Apesar da importância desses órgãos, muitas doenças renais evoluem de forma silenciosa e podem permanecer sem sintomas por anos. Quando os primeiros sinais aparecem, em muitos casos a função renal já está comprometida.
A atenção para esse problema ganha destaque nesta quinta-feira (12), data em que é celebrado o Dia Mundial do Rim, campanha global que busca ampliar a conscientização sobre a saúde renal e reforçar a importância do diagnóstico precoce da Doença Renal Crônica.
Responsáveis por filtrar o sangue, eliminar toxinas, regular o equilíbrio de líquidos e minerais e auxiliar no controle da pressão arterial, os rins desempenham papel fundamental para o equilíbrio do corpo. Além disso, também participam da produção de hormônios importantes para o organismo.
Segundo especialistas, quando esses órgãos deixam de funcionar adequadamente, podem surgir alterações capazes de afetar diferentes sistemas do corpo. O principal desafio, no entanto, está no fato de que a doença renal crônica costuma evoluir de maneira silenciosa.
Nas fases iniciais, a maioria das pessoas não apresenta sintomas evidentes. Essa característica faz com que muitos pacientes só descubram o problema em estágios mais avançados, quando o tratamento se torna mais complexo e pode exigir terapias como diálise ou até transplante renal.
Estimativas da Sociedade Internacional de Nefrologia indicam que cerca de 850 milhões de pessoas em todo o mundo convivem com algum tipo de doença renal, o que representa aproximadamente 11% da população global. Todos os anos, cerca de 2,4 milhões de mortes estão relacionadas a complicações renais.
De acordo com especialistas, os rins são essenciais para o equilíbrio do organismo. Além de filtrar substâncias tóxicas do sangue, os órgãos ajudam a manter o equilíbrio de minerais como sódio e potássio, regulam o pH sanguíneo, controlam o volume de líquidos no corpo e participam da produção de substâncias importantes, como a vitamina D.
No entanto, diversas condições podem comprometer a saúde renal. Entre os fatores de risco mais comuns estão doenças crônicas como diabetes, hipertensão arterial, obesidade e problemas cardiovasculares.
Especialistas explicam que as doenças renais englobam um conjunto variado de condições que afetam a estrutura e o funcionamento dos rins. Entre as principais estão a doença renal crônica, a glomerulonefrite, que atinge os glomérulos responsáveis pela filtração do sangue, infecções do trato urinário que podem alcançar os rins, e os cálculos renais, conhecidos popularmente como pedras nos rins. Entre todas essas condições, duas se destacam como principais responsáveis pelo desenvolvimento de problemas renais: o Diabetes e a Hipertensão arterial.
No caso do diabetes, os altos níveis de açúcar no sangue podem danificar os vasos sanguíneos, incluindo os glomérulos, estruturas microscópicas responsáveis pela filtragem do sangue. Esse processo pode levar à chamada nefropatia diabética, uma complicação que, se não controlada, pode evoluir para insuficiência renal e exigir tratamentos como diálise ou transplante.
Diante desse cenário, especialistas reforçam que a prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais. Exames simples de sangue e urina, aliados ao controle de doenças crônicas e a hábitos de vida saudáveis, podem ajudar a preservar a saúde dos rins e evitar complicações graves ao longo do tempo.