segunda-feira, 5 de outubro de 2026
inflação

Inflação acelera para 0,7% em fevereiro; acumulado recua para 3,81%

Alta foi puxada principalmente pelo grupo Educação, com reajuste de mensalidades escolares; resultado mantém inflação dentro da meta do governo

Anna Salgadopor em
Imagem mostra celular com calculadora exibindo 2.021, ao lado de notas de real (R$100 e R$50), moeda de R$1, caneta e gráficos financeiros ao fundo, representando cálculo de gastos, economia ou planejamento financeiro
Foto: Marcello Casal Jr./ABr

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do País, registrou uma variação de 0,7% em fevereiro de 2026. O dado, divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra uma aceleração em relação ao mês de janeiro, quando o índice havia ficado em 0,33%. Apesar de a taxa mensal ser a maior registrada desde fevereiro de 2025, o acumulado dos últimos 12 meses apresentou uma queda significativa, recuando de 4,44% para 3,81%.

Com esse resultado, a inflação oficial brasileira permanece dentro do limite máximo de tolerância da meta estabelecida pelo governo, veja também a do chocolate em Goiás. No acumulado do primeiro bimestre de 2026, o IPCA registra uma alta de 1,03%.

O principal responsável pela pressão inflacionária em fevereiro foi o grupo Educação, que apresentou uma variação de 5,21%. De acordo com o IBGE, esse setor sozinho respondeu por cerca de 44% do IPCA do mês. O impacto deve-se, majoritariamente, aos reajustes anuais das mensalidades de escolas e cursos praticados no início do ano letivo. Os cursos regulares tiveram alta de 6,2%, com destaque para o ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,11%) e pré-escola (7,48%).

O grupo transportes também teve papel relevante, com as passagens aéreas subindo 11,4%, seguidas por altas no seguro voluntário de veículos (5,62%) e no ônibus urbano (1,14%). Somados, Educação e Transportes representaram aproximadamente 66% do resultado do mês. Por outro lado, os combustíveis registraram queda de 0,47%, influenciados pela redução nos preços da gasolina (-0,61%) e do gás veicular (-3,10%).

No grupo alimentação e bebidas, a variação foi de apenas 0,26%. Itens essenciais como o arroz acumulam uma queda expressiva de 27,86% nos últimos 12 meses devido à boa oferta do cereal. Outras quedas no mês foram registradas nas frutas (-2,78%) e no óleo de soja (-2,62%). Em contrapartida, o açaí (25,29%) e o feijão carioca (11,73%) pressionaram o orçamento das famílias.

Paralelamente, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,56% em fevereiro. No acumulado de 12 meses, o INPC situou-se em 3,36%, também apresentando um recuo frente aos 4,30% observados no período anterior. Os produtos não alimentícios foram os que mais pressionaram este índice, passando de uma variação de 0,47% em janeiro para 0,66% em fevereiro.

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