Pete Hegseth diz que novo líder do Irã está “ferido e desfigurado”
Secretário de Defesa dos EUA afirma que Mojtaba Khamenei está escondido após ataques em Teerã e possivelmente ferido
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta sexta-feira (13) que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, estaria ferido e possivelmente desfigurado. As declarações foram feitas durante coletiva no Pentágono, em Washington, e integram uma série de críticas do governo norte-americano à liderança iraniana após 14 dias de confrontos militares.
Segundo Hegseth, integrantes do governo iraniano estariam escondidos em instalações subterrâneas localizadas em áreas civis. “O Irã não apenas não tem mais força aérea funcional, sua Marinha está no fundo do Golfo Pérsico e sua capacidade de mísseis está diminuindo. A situação da liderança iraniana não está nada melhor: desesperados, eles foram para o subterrâneo para se esconder. É o que ratos fazem. Ouvimos que o ‘não tão’ supremo líder deles está ferido e provavelmente desfigurado”, afirmou o secretário.
O chefe do Pentágono também questionou a forma como foi divulgado o primeiro pronunciamento de Mojtaba Khamenei desde que assumiu o posto máximo do regime. O texto foi transmitido na quinta-feira (12) pela televisão estatal iraniana, mas sem imagens ou áudio do líder.
“Foi um pronunciamento fraco, sem voz nem vídeo. Ele pediu unidade após matar dezenas de milhares de manifestantes. O Irã tem bastantes câmeras e microfones, por que um pronunciamento escrito?”, disse o secretário. Ele acrescentou que, na avaliação do governo norte-americano, Khamenei estaria “com medo, ferido e escondido”.
Na declaração lida pela televisão estatal, Mojtaba Khamenei afirmou que o Irã continuará os ataques contra bases militares dos EUA no Oriente Médio. O líder também declarou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado, medida estratégica por afetar uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.
Questionado sobre a situação na passagem marítima, Hegseth disse que Washington possui alternativas para lidar com o bloqueio, embora não tenha detalhado quais seriam. Ele afirmou ainda que o governo avalia a possibilidade de mobilizar navios de guerra para escoltar petroleiros que atravessam o estreito, operação que, segundo o secretário, ainda não foi implementada.

Ofensiva reduziu significativamente a capacidade militar do Irã
Durante a coletiva, Hegseth afirmou que os bombardeios realizados por forças dos EUA e de Israel teriam reduzido significativamente a capacidade militar iraniana. Segundo ele, o número de mísseis disparados por Teerã caiu cerca de 90%, enquanto o uso de drones de ataque teria diminuído 95% em relação ao início do conflito.
O secretário também afirmou que a campanha aérea conduzida pelos dois países atingiu mais de 15 mil alvos considerados militares no território iraniano. “Entre a nossa Força Aérea e a israelense, mais de 15 mil alvos inimigos foram atingidos. Isso dá bem mais de mil por dia”, declarou.
De acordo com Hegseth, a estratégia tem como objetivo impedir que o Irã consiga reconstruir sua estrutura militar. O secretário disse que instalações ligadas à indústria de defesa iraniana, incluindo sedes de fabricantes de armamentos e locais de montagem, estão entre os principais alvos da campanha. “Em breve, muito em breve, todas as empresas de defesa do Irã serão destruídas”, afirmou.
Chefe do Estado-Maior adota tom diferente de Hegseth
Apesar do tom do secretário, o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, Dan Caine, adotou uma avaliação mais cautelosa sobre o cenário militar. Segundo ele, o Irã ainda possui meios para continuar combatendo. “O Irã ainda tem capacidade de ameaçar forças aliadas e navios comerciais”, afirmou Caine.