Queda do tabagismo desacelera e ameaça meta no Brasil
Estudo aponta redução no número de fumantes, mas ritmo atual pode impedir país de atingir objetivo até 2030
A proporção de fumantes no Brasil continua em queda, mas em ritmo mais lento. Estudo publicado em dezembro de 2025, com base em dados do Vigitel, mostra que o índice caiu de 15,7% em 2006 para 9,3% em 2023. Ainda assim, a desaceleração pode comprometer a meta de reduzir o número de fumantes para 6,24% até 2030.
Mantida a tendência atual, a projeção é de que o país chegue ao fim da década com cerca de 7,96% da população fumante, acima do objetivo previsto.
Avanço de tabagismo perde força
O Brasil é referência no controle do tabaco, resultado de políticas públicas como campanhas, restrições à publicidade e aumento de impostos. No entanto, especialistas apontam que fatores como instabilidade econômica, redução de investimentos, falta de novas regulações e aumento do contrabando têm freado o avanço recente.
Outro ponto de atenção é o crescimento do uso de dispositivos eletrônicos, como cigarros eletrônicos e vapes, principalmente entre jovens.
Impacto persiste
O tabagismo segue com forte impacto na saúde pública. Estimativas indicam mais de 161 mil mortes associadas ao consumo em 2020, além de custos que chegam a R$ 153,5 bilhões por ano.
Especialistas defendem o reforço das políticas de controle, com mais fiscalização, regulação e campanhas de conscientização. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito para quem deseja parar de fumar, com acompanhamento e uso de medicamentos.
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