segunda-feira, 16 de março de 2026
SAÚDE PÚBLICA

Queda do tabagismo desacelera e ameaça meta no Brasil

Estudo aponta redução no número de fumantes, mas ritmo atual pode impedir país de atingir objetivo até 2030

Luana Avelarpor Luana Avelar em 16 de março de 2026
tabagismo
Foto: freepik

A proporção de fumantes no Brasil continua em queda, mas em ritmo mais lento. Estudo publicado em dezembro de 2025, com base em dados do Vigitel, mostra que o índice caiu de 15,7% em 2006 para 9,3% em 2023. Ainda assim, a desaceleração pode comprometer a meta de reduzir o número de fumantes para 6,24% até 2030.

Mantida a tendência atual, a projeção é de que o país chegue ao fim da década com cerca de 7,96% da população fumante, acima do objetivo previsto.

Avanço de tabagismo perde força

O Brasil é referência no controle do tabaco, resultado de políticas públicas como campanhas, restrições à publicidade e aumento de impostos. No entanto, especialistas apontam que fatores como instabilidade econômica, redução de investimentos, falta de novas regulações e aumento do contrabando têm freado o avanço recente.

Outro ponto de atenção é o crescimento do uso de dispositivos eletrônicos, como cigarros eletrônicos e vapes, principalmente entre jovens.

Impacto persiste

O tabagismo segue com forte impacto na saúde pública. Estimativas indicam mais de 161 mil mortes associadas ao consumo em 2020, além de custos que chegam a R$ 153,5 bilhões por ano.

Especialistas defendem o reforço das políticas de controle, com mais fiscalização, regulação e campanhas de conscientização. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito para quem deseja parar de fumar, com acompanhamento e uso de medicamentos.

Leia mais: Câncer: 43% das mortes no Brasil são evitáveis

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