segunda-feira, 26 de outubro de 2026
CONFLITO

Petro acusa Equador por bombardeio com 27 mortos na fronteira

Presidente equatoriano nega acusações e afirma agir em seu próprio território

Lalice Fernandespor em
Gustavo petro pediu para que Donald Trump intervenha no conflito
Gustavo petro pediu para que Donald Trump intervenha no conflito (Foto: Reprodução/ @petrogustavo)

A relação entre Colômbia e Equador entrou em novo momento de tensão após declarações do presidente Gustavo Petro nesta terça-feira (17) sobre um bombardeio na região de fronteira que deixou 27 mortos. Segundo ele, os corpos foram encontrados carbonizados, e a versão apresentada até agora não explica a origem do ataque.

“Os bombardeios na fronteira entre Colômbia e Equador não parecem ser nem de grupos armados [ilegais], que não têm aviões, nem das forças públicas da Colômbia. Eu não dei essa ordem. Há 27 corpos carbonizados e a explicação apresentada não é crível”, afirmou. Na segunda-feira (16), o presidente já havia acusado o Equador pelo ataque.

Petro também relatou que uma bomba foi localizada nas proximidades e disse que as vítimas seriam famílias que haviam abandonado o cultivo de coca para investir em atividades legais. “Apareceram bombas, atiradas de avião, se vai investigar bem, muito na fronteira com Equador, ratificando um pouco minha suspeita. Tem que investigar bem. Estão nos bombardeando a partir do Equador, e não são grupos armados”, disse o colombiano.

Novos produtos cultivados pelas famílias, segundo Petro
Novos produtos cultivados pelas famílias, segundo Petro (Foto: Reprodução/ @petrogustavo)

Petro afirmou ainda que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que intervenha e entre em contato com o governo equatoriano.

Presidente do Equador rejeita acusações de Petro

Em resposta, o presidente do Equador, Daniel Noboa, rejeitou as acusações e afirmou que as ações militares ocorreram dentro do território equatoriano, tendo como alvo estruturas ligadas ao narcotráfico. “Presidente Petro, suas declarações são falsas. Estamos agindo dentro do nosso território, não no da Colômbia”, disse.

O episódio ocorre após o início, no domingo (15), de uma operação de grande escala conduzida pelo Equador contra organizações criminosas. A ofensiva, prevista para durar duas semanas, mobiliza cerca de 75 mil militares, com ações simultâneas por terra, ar e mar, além da imposição de toque de recolher.

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Tags:
Colômbia Equador Gustavo Petro narcotráfico

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