quinta-feira, 24 de setembro de 2026
paralisação

Greve dos caminhoneiros: lideranças se reúnem e decidem se Brasil vai parar

Lideranças nacionais se reuniram nesta quinta (19) em Santos e optaram pelo diálogo; diesel acumula alta de 19% desde o fim de fevereiro e categoria mantém pressão por redução do ICMS e reajuste do frete

Luana Avelarpor em
caminhoneiros
Foto: freepik

A ameaça de greve dos caminhoneiros ficou, por ora, suspensa. Na tarde desta quinta-feira (19), lideranças nacionais do setor se reuniram em assembleia no Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista, em Santos, e votaram por não realizar a paralisação nos próximos dias. A Abrava e o Sindicam participaram do encontro. A categoria manterá o diálogo com as autoridades e seguirá acompanhando a evolução dos preços dos combustíveis.

O que motivou o movimento dos caminhoneiros

A mobilização dos caminhoneiros em 2026 tem origem sobretudo econômica. O diesel acumula alta próxima de 19% desde o fim de fevereiro, pressionado pela instabilidade global e por conflitos internacionais. Como principal custo do transporte rodoviário, o combustível impacta diretamente o valor do frete, que, segundo a categoria, não acompanhou essa escalada. Diante da inviabilidade financeira, muitas entidades relatam que caminhoneiros já optaram por manter os veículos parados.

Entre as reivindicações estão a redução do ICMS sobre o diesel, a adoção de subsídios, o reajuste do frete e melhores condições de trabalho para autônomos. Organizações como a CNTTL e a Abrava orientam que os motoristas evitem bloqueios de rodovias e que o protesto ocorra com paralisações em casa ou em postos e pátios, para reduzir o risco de multas e confrontos.

O que o governo fez

Para evitar os impactos de uma paralisação, o Ministério dos Transportes anunciou nesta semana um pacote de medidas emergenciais, incluindo reforço da fiscalização pela ANTT para garantir o cumprimento da tabela de frete, punição a empresas infratoras e proposta de alívio no ICMS, com os estados zerando o imposto e o governo federal compensando metade das perdas, estimadas em cerca de R$ 1,5 bilhão.

Nesta quinta-feira (19), o governo federal publicou o Decreto nº 12.883/2026, que detalha regras para a comercialização do diesel rodoviário e define diretrizes para a formação do preço de referência. A nova norma altera o Decreto nº 12.878/2026 e estabelece que o preço de comercialização será fixado por ato do Ministério de Minas e Energia durante o período previsto, com possibilidade de adoção de um preço de referência único por região. Atualizações posteriores serão definidas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

Leia mais: Caminhoneiros aguardam publicação no Diário Oficial antes de decidir sobre paralisação

Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.

Tags:

Veja também

Pix poderá ser ligado ao sistema europeu de pagamentos; entenda o que está em estudo

PIX E TIPS

Pix poderá ser ligado ao sistema europeu de pagamentos; entenda o que está em estudo

Bancos centrais do Brasil e da Europa avaliam conexão que permitiria transferências e compras inte...
Alta nas renegociações revela pressão sobre orçamento das famílias em Goiás

Dívidas

Alta nas renegociações revela pressão sobre orçamento das famílias em Goiás

Estado registrou mais de 673 mil acordos no período, enquanto especialistas alertam para os cuidado...
Minerais Críticos

Recursos Naturais

Legislação de minerais críticos une incentivos da União e de Goiás, mas tem risco de dupla taxação

Economista avalia modelo de forma positiva, mas alerta para o perigo de possível sobrecarga finance...
IA mais que dobra presença no agronegócio brasileiro e reduz custos no campo

Tecnologia e inovação

IA mais que dobra presença no agronegócio brasileiro e reduz custos no campo

Uso da tecnologia nas fazendas dobrou em quatro anos para combater a alta de custos e a falta de mã...
Busca por depilação cresce e movimenta mais dinheiro no Brasil

NEGÓCIOS

Busca por depilação cresce e movimenta mais dinheiro no Brasil

Serviço teve aumento de 21,42% na base de consumidores e tíquete médio chegou a R$ 125,27
Apenas 8,8% dos trabalhadores brasileiros eram sindicalizados em 2025, diz IBGE

Economia

Apenas 8,8% dos trabalhadores brasileiros eram sindicalizados em 2025, diz IBGE

Taxa de sindicalização cai e atinge menor nível desde 2012
PIB do Brasil deve crescer 2% em 2026, prevê OCDE

Economia

PIB do Brasil deve crescer 2% em 2026, prevê OCDE

OCDE eleva previsão para PIB do Brasil em 2026, mas reduz projeção para 2027
Mineração, agro e logística colocam Norte de Goiás no radar de novos investimentos até 2036

NORTE GOIANO

Mineração, agro e logística colocam Norte de Goiás no radar de novos investimentos até 2036

Estudo da Agenda Pública mapeia quatro cenários para a região e aponta setores que podem ganhar f...