Negociações sobre a Ucrânia estão em “pausa situacional”
Governo russo afirma que as negociações estão pausada durante conflito no Oriente Médio
As negociações entre Rússia e Ucrânia, mediadas pelos Estados Unidos, foram interrompidas temporariamente em meio ao impacto da guerra no Irã. Nesta quinta-feira (19), o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, classificou a paralisação como momentânea e vinculada ao cenário internacional.
“Essa é uma pausa situacional, por razões óbvias”, disse a jornalistas. Segundo ele, a expectativa de Moscou é de que o diálogo seja retomado quando houver maior disponibilidade dos Estados Unidos para tratar das questões relacionadas à Ucrânia. Peskov afirmou que, assim que as agendas das partes envolvidas forem alinhadas, uma nova rodada de negociações poderá ser realizada.
Apesar da interrupção nas tratativas diplomáticas, o jornal Izvestia informou que as conversas sobre cooperação econômica e investimentos entre Rússia e Estados Unidos devem continuar, sob liderança do enviado presidencial Kirill Dmitriev.
Hungria trava empréstimo para Ucrânia
Enquanto isso, na Europa, a Ucrânia enfrenta incertezas quanto ao apoio financeiro prometido pela União Europeia. O presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu que o bloco cumpra o compromisso de conceder um empréstimo de 90 bilhões de euros ao país, valor considerado essencial para sustentar o esforço de guerra contra a invasão russa.

A liberação dos recursos, no entanto, segue travada pela posição da Hungria. O primeiro-ministro Viktor Orbán mantém o bloqueio à medida, o que tem gerado insatisfação entre outros líderes europeus e colocado em dúvida a capacidade de decisão do Conselho Europeu.
Durante uma reunião em Bruxelas, os países do bloco não conseguiram reverter a posição húngara, e o tema foi adiado. Orbán condiciona o apoio ao empréstimo à retomada do fornecimento de petróleo russo por um oleoduto que passa pela Ucrânia e foi atingido por bombardeios russos.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que “o princípio orientador do trabalho na União Europeia é o princípio da lealdade e da confiabilidade. E parto do princípio de que todos os membros da União Europeia se aterão a ele”.