Caminhoneiros recuam e descartam greve nacional após pressão do diesel
Categoria mantém estado de alerta e abre negociação com o governo; reunião com Guilherme Boulos está prevista
A possibilidade de uma paralisação nacional de caminhoneiros foi afastada após decisão de lideranças da categoria, que optaram por não deflagrar greve neste momento. O movimento ocorre mesmo diante da insatisfação com o custo do diesel, apontado como principal fator de pressão sobre a atividade.
A definição foi tomada em assembleias e articulações entre entidades representativas, que avaliaram o cenário econômico e político antes de qualquer mobilização mais ampla. A estratégia, agora, é manter o setor em estado de atenção, enquanto avança o diálogo institucional com o governo federal.
Um dos próximos passos será a reunião com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, marcada para os próximos dias. O encontro deve tratar de demandas da categoria, incluindo regras para o frete e medidas relacionadas ao impacto do combustível no custo operacional.
Entendimento dos caminhoneiros
Internamente, o entendimento é de que uma paralisação neste momento poderia ampliar os efeitos negativos sobre a economia, especialmente em um contexto de instabilidade global e pressão sobre preços. Por outro lado, lideranças reforçam que a suspensão da greve não significa recuo definitivo, e sim uma tentativa de construir soluções negociadas.
A categoria também aguarda os desdobramentos de medidas recentes que tratam do transporte de cargas e da fiscalização do pagamento do frete mínimo. Caso não haja avanço nas negociações, novas assembleias devem reavaliar a possibilidade de mobilização nas próximas semanas.
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