Líder supremo do Irã afirma que mortes não vão enfraquecer o regime
Mojtaba Khamenei sustenta que baixas no alto escalão não comprometem estrutura do governo iraniano
Uma nova mensagem atribuída ao líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, divulgada nesta sexta-feira (20), indica que o regime iraniano pretende manter sua postura diante da escalada militar no Oriente Médio. Publicado nas redes sociais, o texto afirma que as recentes mortes de integrantes do alto escalão não serão suficientes para enfraquecer a estrutura de poder no país.
Na mensagem, o aiatolá sustenta que uma “terceira guerra imposta” teria sido “travada com a ilusão de que, se o chefe do regime e algumas figuras militares influentes fossem martirizados, isso criaria medo e desespero em nosso amado povo”. Segundo o comunicado, a eliminação de lideranças políticas e militares não teria atingido o objetivo de desestabilizar o país.
Khamenei afirma que segurança “de seus inimigos” deve ser retirada
Mais cedo, outro comunicado atribuído a Khamenei e direcionado ao presidente Masoud Pezeshkian reforçou a orientação para que o governo intensifique ações contra adversários internos e externos. O texto menciona a necessidade de “retirar a segurança de seus inimigos”, ao mesmo tempo em que defende a proteção da população iraniana.
A nota também inclui condolências pela morte do ministro da Inteligência, Esmail Khatib, morto em um bombardeio israelense nesta semana, segundo confirmações de Teerã e Tel Aviv. No comunicado, Khamenei afirma: “minhas condolências pela morte do ministro da Inteligência, Esmail Khatib. Sem dúvida, a ausência dele deverá ser compensada com esforços redobrados dos demais responsáveis e funcionários desse sensível ministério”.
Líder iraniano não é visto em público
O posicionamento foi divulgado no mesmo dia em que o país celebra o Nowruz, o ano novo persa, uma das principais datas do calendário nacional. No texto, o líder também afirma enxergar “sinais de impotência” no governo dos EUA em meio ao conflito.
O atual líder supremo não aparece em público desde que assumiu o cargo após a morte de seu pai, Ali Khamenei, morto em um ataques conjuntos de Tel Aviv E Washington no início da guerra, em 28 de fevereiro. Desde então, suas manifestações têm sido divulgadas por meio de comunicados oficiais.