domingo, 18 de outubro de 2026
Saúde

Entenda os riscos e como se proteger de doenças transmitidas por gatos

Entre as principais doenças associadas aos gatos está a toxoplasmose

Leticia Mariellepor em
gato
Entenda os riscos e como se proteger de doenças transmitidas por gatos. | Foto: Reprodção/Freepik

Casos de doenças transmitidas por gatos têm acendido o alerta de especialistas, principalmente em ambientes urbanos, onde o convívio com animais domésticos é cada vez mais próximo. Embora a maioria dos felinos não represente risco direto, a falta de cuidados básicos pode facilitar a transmissão de parasitas, fungos, bactérias e vírus aos humanos.

O contágio ocorre, na maior parte das vezes, pelo contato com fezes, urina, saliva ou pelos contaminados. Grupos mais vulneráveis, como gestantes, idosos, crianças e pessoas com o sistema imunológico comprometido, exigem atenção redobrada, já que podem desenvolver quadros mais graves.

Entre as principais doenças associadas aos gatos está a toxoplasmose, causada pelo parasita Toxoplasma gondii. Os felinos são hospedeiros do agente e podem eliminá-lo nas fezes, contaminando caixas de areia e superfícies. A infecção humana acontece de forma acidental, especialmente durante a limpeza desses locais sem proteção adequada.

 Dados recentes apontam que o país registrou mais de 1,2 mil casos humanos em 2023, e a tendência de crescimento segue em 2024. Entre os animais, o salto também é expressivo: os registros em gatos mais que dobraram em um ano, reforçando a preocupação das autoridades de saúde.

Outro ponto de atenção é a toxoplasmose, considerada uma das infecções mais comuns do planeta. Estimativas indicam que cerca de 30% da população mundial já teve contato com o parasita Toxoplasma gondii. No Brasil, a prevalência é ainda mais elevada em algumas regiões. Apesar disso, especialistas destacam que os gatos não são os únicos responsáveis pela transmissão e que apenas uma parcela dos animais está infectada, sendo o contato com fezes contaminadas uma das principais formas de contágio.

Outra enfermidade relevante é a chamada “doença da arranhadura do gato”, provocada pela bactéria Bartonella henselae. A transmissão ocorre por meio de arranhões ou mordidas, podendo causar infecções na pele e complicações em pessoas com baixa imunidade. O controle de pulgas é fundamental nesse cenário, já que esses parasitas podem carregar a bactéria.

A esporotricose, uma micose causada por fungos do gênero Sporothrix, também tem registrado aumento de casos no país. Embora possa ser adquirida no ambiente, a transmissão por gatos infectados, geralmente por arranhões, tem sido uma das principais formas de disseminação, levando autoridades de saúde a reforçarem orientações preventivas.

Já a síndrome da larva migrans visceral, conhecida como toxocaríase, é causada pelo parasita Toxocara cati. A infecção ocorre quando há ingestão acidental de ovos presentes em fezes contaminadas. No organismo humano, o parasita pode migrar para órgãos como fígado e pulmões, provocando inflamações e outros problemas.

Além das doenças infecciosas, as alergias também aparecem com frequência entre os efeitos do contato com gatos. Proteínas presentes na saliva e nos pelos podem desencadear sintomas respiratórios, como espirros, coceira nos olhos e até crises de asma em pessoas sensíveis.

Apesar do alerta, especialistas reforçam que a convivência com gatos é segura quando acompanhada de cuidados básicos. Manter a vacinação e a vermifugação em dia, higienizar as mãos após o contato com o animal, limpar corretamente a caixa de areia, de preferência com luvas, e evitar que o gato tenha acesso constante à rua são medidas essenciais.

 

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doença gatos toxoplasmose

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