domingo, 22 de março de 2026
Caso Vorcaro

Da delação de Vorcaro às eleições de 2026: o que pegou na semana

A delação de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, avança após a apreensão de celulares pela Polícia Federal, em um caso que envolve um rombo estimado em R$ 50 bilhões e até investigação de morte ligada ao seu entorno

Paula Costapor Paula Costa em 22 de março de 2026
Vorcaro
A delação de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, avança após a apreensão de celulares pela Polícia Federal, em um caso que envolve um rombo estimado em R$ 50 bilhões e até investigação de morte ligada ao seu entorno.. Crédito: Reproduçãp/ Rede Social

A delação premiada do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ganhou protagonismo político ao longo desta semana , após a apreensão de oito celulares pela Polícia Federal, em meio a investigações que apontam um rombo estimado em R$ 50 bilhões. O caso, que também envolve apurações sobre a morte de uma pessoa ligada ao entorno do empresário, passou a influenciar o debate político nacional e já projeta efeitos sobre as eleições de 2026, com manifestações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nos bastidores, a colaboração de Vorcaro com as autoridades é tratada como peça-chave para destravar informações sensíveis sobre a relação entre o sistema financeiro e agentes políticos. A apreensão dos dispositivos eletrônicos abriu caminho para uma investigação mais ampla, que busca mapear eventuais conexões entre operações financeiras bilionárias e influência institucional.

O caso ganhou contornos ainda mais delicados após a inclusão de um episódio violento nas apurações: a morte de um indivíduo associado ao entorno do empresário, identificado como “Sicário”. A circunstância adiciona tensão ao processo, ampliando o alcance das investigações para além do campo econômico e levantando suspeitas sobre possíveis ramificações criminais.

No campo político, o episódio já é alvo de disputa narrativa. O presidente Lula passou a associar o chamado “Caso Master” ao bolsonarismo, classificando-o como um “ovo da serpente”, em uma tentativa de atribuir responsabilidade política ao grupo adversário. A movimentação indica uma estratégia do governo para evitar que o escândalo seja vinculado à atual gestão e, ao mesmo tempo, mobilizar sua base aliada.

Com o avanço das investigações e o potencial explosivo das revelações, o caso deixa de ser apenas um escândalo financeiro e se transforma em um elemento central do tabuleiro político, antecipando embates que devem marcar a corrida eleitoral de 2026.

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